"Sabes quanta vezes já comecei a escrever estas palavras..? Muitas, tantas, mas tantas que já duvido até se as quero escrever Olho à minha volta, a estrelícia da jarra parece que se ri de mim …..Até o quadro.. Aquele óleo de ar sóbrio parece que me olha com ar de pouco caso.. Notei a troca de olhares entre o pierrot e a velha preta que esta na entrada da sala. Sim até eles me fazem vacilar e duvidar de mim própria Todas as palavras são poucas existem coisas que não tem explicação. Eu gosto de ti eu gostei de ti posso mesmo dizer que te amei, mas acabou. Não, não brinquei com os teus sentimentos. Não, não foi perda de tempo. Não, não te menti. Todas as vezes que te falei dos meus sentimentos eram sentidos. O erro é meu nunca teu. Descobri que não sei amar! Na minha vida .. O amor passa chega e parte não sei amar! Morre pouco e pouco como uma planta sem água . Uma planta que é plantada mas esquecida de ser mudada. De que adianta regar se o amor é como as plantas mesmo as mais belas precisam na altura certa de novas mudas.. Eu sei que amo demais mas da maneira errada. Não sei amar de outra maneira! Mas esta não é a forma certa de amar. Eu sou verdadeira só sei ser como sou. Dizem que para manter um amor há que lutar, subjugar Superar, dominar... E eu não sei amar assim! Sei apenas demonstrar que penso em ti não peço mais do que te dou. Mas sei que é pedir demais... Mas não sei amar de outra maneira. E quando finalmente percebo que o desengano se enganou e me enganou. Vivo solitária fechada em mim na minha loucura na minha paixão. Não existe só amores eternos existem desamores eternos.. Na minha solidão não busco outro amor vivo sem saber amar. É tão difícil dizer adeus e mais difícil ainda dizer-te cara a cara que o encanto acabou. Meu querido amigo.."
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Ver todas"Há dias que nos marcam a alma e a vida .. Manha submersa de cheiros com vários aromas onde o sol já espreita e me beija. Beija-me com carinho e incrível leveza meio envergonhado como quem pede desculpa por ter que partir. Um pássaro canta agradece a migalha diz-me bom dia despede-se rápido voa da varanda e ainda anuncia : ela vai chegar! E ela chegou... De leve e mansinho salpico a salpico sem frio só chuva. Bate no vidro e traz-me lembranças de coisas vulgares que há na vida e que sinto saudades. A chuva já foi confidente de dias e horas já ouviu e calou e até a boca e o rosto já me beijou. Chuva... Gotas de água, simples gotas de água Que limpar os nosso espíritos que libertam pelos poros as nossas magoas suadas e fecham-nos para não voltarem a entrar. Falando em chuva... Dançar na chuva é das misturas mais belas. Xiu... Que som é este? De novo os pássaros e o sol que espreita chegou com uma luz diferente Trouxe o brilho diferente ao meu sorriso Esta manhã promete .."
"Existe pior coisa do que a espera? A inquietação inquieta da espera? Ansiosa espero por ti … Subo as escadas e vou para o quarto, cada vez mais ansiosa e inquieta com a espera. Desligo as luzes, não preciso delas no ar flutua alguma coisa especial que não se vê A combinação da escuridão e silêncio envolvendo-se à minha frente numa comunhão quase perfeita Deixo a porta entreaberta, sei que a espera esta preste a acabar.. Nas paredes do quarto desenham-se sombras abstractas projectadas pela luz da lua que entra pela janela No ar um aroma almiscarado a canela e algo mais que não se vê mas dá nervoso Faz tremer sem estar frio, transpirar sem estar calor, arrepia sem tocar… Fecho os olhos.. Sinto-te a percorrer o corredor a subir as escadas, sem tactear, sem hesitar Mantenho os olhos fechados e finjo que estou a dormir… Gosto quando fazes de conta que acreditas que durmo e me tentas acordar com beijos. Delicadamente beijas-me as costas.. os ombros ..o pescoço, trilhando um caminho de fogo.. Queria continuar a fazer de conta mas não demoras a vencer-me e cedo com um sorriso Olhamo-nos nos olhos, nada de palavras…Nada de desejos escondidos… Sinto o calor do teu corpo e, envolvemo-nos num abraço forte."
"Nunca ficamos frente a frente fazendo uso da vista natural, sonhos que criamos em nós, imagino o teu sorriso meigo e o teu olhar sincero sonhos de nós que voam numa existência que não é real. que destino terão todas as sensações que guardamos as vontades ,desejos, são sonhos adiados cedo aos teus encantos mas mantenho-me consciente. será tudo isto uma divina mentira? a realidade não existe para nós? não existem enganos verdadeiros nem mentiras indesejadas mantenho irredutível mas deixo-me ir em devaneios de ti perco-me, conduzes-me, sinto perdição, desejo e deixo-me ir … descaio no conceito definido num remoinho de palavras apenas palavras, palavras nunca pronunciadas em voz alta, saem do pensamento. silenciosas palavras que a gritar saem de dentro num monologo de mentiras.. o que é que eu quero…? o que desejas? será que pensas em mim como eu penso em ti? talvez estejas a pensar o mesmo que eu. vivemos uma divina mentira que chegou ao fim"
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