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"Disseste tudo ao dizer: Quando a ausência de mim Fizer presença em meu ser, Visitarei a mim mesmo, Para não me afastar de você. Quando o peso do dever Em mim soterrar a alma Entre os escombros da vida, Quero flutuar qual pluma Na leve brisa da calma. Quando o dizer tiver o poder De revelar o que não quero, Paro a pluma, guardo a voz, Me rebelo no silêncio Para me manter sincero. Antes da noção do certo Se revelar um engano, Saio do cotidiano: Adentro em outras rotinas, Noutros mares vou pescar. Não quero porto seguro, Só âncora, vela e mar. Âncora para ser meu porto, Vela para me levar, Mar para, no litoral, As minhas ondas quebrar."

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