"Todo dia, enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade. Cante. Não seja leviano com o coração dos outros. Não ature gente de coração leviano. Não perca tempo com inveja, às vezes se está por cima, às vezes por baixo. A peleja é longa e, no fim, é só você contra você mesmo. Não esqueça os elogios que receber. Esqueça as ofensas, pois essas não valem à pena guardar. Mas se conseguir isso, me ensine. É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar os momentos e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem souber ver."
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Ver todas"Quem nos dá as maiores alegrias? Quem nos faz amargar dores sem remédio? Quem dá um espirro e nós que ficamos gripados? Quem, com um soluço, nos faz desmontar em lágrimas? Com um sorriso, faz o dia mais cinzento brilhar como só num impossível caribe? Quem mora na nossa cabeça, como um ocupante bem-vindo e eterno? Quem nos mostra, com todas as letras, que não somos nada, não servimos para nada, além de servir? Quem, com uma nota baixa, consegue despertar nossa fúria? Com um biquinho, acaba com nossa marra? Quem nos criva de preocupações? Nos rouba noites de sono, por uma palavra não dita, pelo telefone que não toca? Quem nos faz acordar antes do sol, para que não se perca a hora de dizer, sem falta: presente!? Quem nos reapresenta à vida e nos faz ver o mundo como se fosse pela primeira vez, de novo? Quem nos revela nossa velhice e decadência? Por quem seríamos capazes de morrer? E ainda assim, quem nos faz imortais?"
"Para saber se a carapuça te serve ou não, é preciso ser honesto."
"Quer saber de uma coisa? Tudo pode ser bom, ruim e principalmente assim assim. Tudo ao mesmo tempo ou não, e não necessariamente nessa ordem. Bom é chegar na praia à tardinha, anúncio de por de Sol, a água de ondas mansinhas. Jogar bola na espuma e sob o céu encaixa como se fora Tafaréu. É bom também quando começa a chover e as gotas fazem cócegas na superfície do mar. Como se um cardume infinito prometesse matar a fome de todo o Vidigal, Rocinha, Cidade de Deus e Vigário Geral. Ruim é lembrar daquele amigo que de prancha na mão morreu de um beijo roubado de um raio, da lembrança a correria. O medo... o medo... medo é bom, ruim é o medo de ter medo! Bom voltar trocar chuva por chopp e passar atrás da pelada. A bola vai pra fora e como na crônica de Rubem Braga sobra pra você. Que mata no peito faz embaixadinha e devolve redondo... Num chute perfeito. Ruim é a fisgada na coxa sair mancando disfarçadamente... A vergonha de ta decadente não é ruim, ruim é o orgulho que se nega a reconhecer a decadência. É bom a cidade estranha em que você nunca esteve e sabe que nunca mais vai voltar. E nesse lugar você tem uma obrigação sem graça que cumpre com estilo e precisão traçando um dia perfeito no arco do tempo. Quando cai a noite é bom tomar um banho e sob o chuveiro é bom sentir saudade, ruim é não ter saudade, e como é bom sair sem direção pelas ruas da cidade pensando no que você fez da sua vida e no que a vida fez em você. Bom é sonhar, realizar não é tão bom, mas ruim mesmo é não realizar. O fim de um grande amor é muito, muito ruim, um grande amor não tem fim! Bom é amar, ruim é amar... Bom é encarar a vida com fantasia. Quando um poeta desaparece é bom colocar chapéu de Bogar que tudo pode solucionar... Ruim é encontrar o precipício, morrer não deve ser tão ruim assim... E pode ser bom falar sobre bom e ruim, e pode ser pior assim assim... Bom!"
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