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"Pelo estreito corredor da morte Hoje quando eu soube estar tudo acabado vi que não são minhas suas palavras, que não é mais meu o rosto beijado, E aflita Agora grita em minha alma brava! Choro tarde, e para você notar, Hasteio a bandeira da dor num grande mastro E enquanto o coração lhe bate em cheio e lhe afaga, minha vida se apaga, como se apagam seus rastros! Choro, porque tateei o amor com descrença o amanhã será ontem dentro do meu ser e o ontem e o hoje não terão diferença será sofrer, Será viver pelo simples fato de viver! Hoje eu não vejo, nem sinto a primavera me perco sem ver o sul, oeste, leste ou norte E meus sentidos em compasso de espera paralizam E deslizam pelo estreito corredor da morte!"

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"Para ressuscitá-la , eu não daria pernas e braços , daria tudo de mim pois fatalmente já teria uma alma amputada ."

"Impassível diante do dragão Há quanto tempo nos conhecemos? Sei la... Eu vinha, você ia... foi um encontro comum, casual. Milhares já se encontraram assim, Depois eu comecei a sentir algo, Talvez uma saudade sem razão, sei lá... Não era tristeza, não era alegria, Era uma indecisão de amar você, E eu passava momentos, olhando para a frente, Desligado, sem ver nada. Engraçado! Olhava e não via! Estava absorto, parado, consumido por mim: Uma verdadeira estátua em introspecção! Estava "Encucado" "Encucado" com ausência que era presença. E de repente, a interrogação indecisa foi evaporando, E eu vi dentro de mim que era amor. Você estava enquadrada no que eu queria, Desde o sorriso até as lágrimas. Você era o sim diante do altar, Você era a mão certa na escada incerta Você era o horizonte nítido...o agasalho... Mas eu cometi um erro... Não perguntei se eu também era tudo isso para você. E a verdade é que não era. Eu não estava enquadrado no que você queria, Eu era o não Não era sorriso, não era agasalho, não era nada.... Era um ser andante maravilhosamente invisível para você. E de repente, a exclamação veio em "Closed" E eu fiquei afirmando seus defeitos, Fiquei procurando tudo o que você fazia de errado, E você não fazia nada. Fiquei torcendo para você me decepcionar. Afundei-me como arqueólogo nas ruínas da sua imagem adorada, E você permaneceu intacta. Eu quis desmanchar a ilusão, Quis vomitar um amor que me assentava bem, E torci para você me decepcionar. Eu queria tanto sentir raiva de você, ódio! No entanto, você se manteve a mesma, Impassível diante do dragão no qual me transformei. Então, me decepcionei comigo, Porque não compensei o que queria Com o que sentia. E numa noite não muito longe, Resolvi selar a carta da despedida. Fechei os olhos, As lágrimas pingaram uma a uma, E eu adormeci, sonhando o sonho da aceitação!!!!"

"Meus cílios bateram palmas para os teus... Teus olhos pediram bis e eu te olhei novamente."

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