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Ver todas"Peço a Deus pra tirar esse vazio de mim, pra desesmagar meu coração... só Ele testemunha minha fraqueza, porque só Ele sabe o quanto eu sou forte, ainda que em crise. Faz-me mais racional Senhor, não permita que meu coração me boicote assim. Afasta de mim essa vontade de não sentir mais nada, eu que sempre agradeci por sentir. Ignora meus pedidos desesperados. E me desculpa, meu Deus, se eu duvido por alguns instantes dos Seus planos pra mim, seu sou egoísta e ansiosa e, ás vezes, acho que eu sei mais que o Senhor o que é melhor pra mim. E é assim que eu me mantenho de pé, em qualquer crise. Minha fé na vida, no destino, em Deus, em mim. Que assim seja, sempre."
"Até hoje, vou te contar, eu penso na mensagem que você nunca mandou, nas coisas que você nunca me disse. Ainda espero, em silêncio e relutante. Lembro da gente nas músicas que você nunca me dedicou. Sinto saudade de você, que nunca foi meu. Do nós, que sempre foi eu. Saudade da coisa mais linda que já me aconteceu, mas que na verdade, nem chegou a existir. A loucura mais sensata da minha vida, ou a sensatez mais louca, quem sabe? Amei muito e de verdade, não nego. Ele ou uma idealização, não posso distinguir ao certo, mas era amor e isso não é contestável. E hoje eu me pergunto, com a minha vida seguindo tão bem e a ausência despercebida num canto, se ainda amo. Nada mudou, além de mim, e tudo parece tão diferente, tão distante, tão fora de mim e dessa vez, acredite quem quiser, por repulsa minha. Mas creio que seja um quase ou pós amor, muito carinho, alguma coisa menor e bonita assim. Porque, seja lá o que ainda resta, é quieto e não grita mais nos meus silêncios, nos meus ouvidos. Não me tira o sono, não me tira o juízo, a paz. Não é espaçoso, muito pelo contrário, compacto. Dizem que o amor é assim, calmo, sereno, brisa. Mas eu não acredito nesse amor que não invade, não vira do avesso, não desarruma. Não consigo imaginar o amor batendo na porta, comportado no sofá. Esperando você oferecer um copo d’água, café, bolo. Com licença, por favor, muito obrigada. Não o meu amor, não comigo. Meu amor pula a janela, põe os pés no sofá e pede mais uma almofada. Reclama que tá com fome e abre a geladeira pra ver o que tem de bom. Rouba o controle, muda o canal, faz bagunça. Meu amor é tempestade, terremoto, erupção. Brisa, comigo, só o fim, só sem mim. Sereno, deixo claro, só meu adeus."
"Sereno, deixo claro, só meu adeus."
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