"TODAVIA Não creio, todavia, Você está chegando a meu lado, E a noite é um punhado De estrelas e de alegria. Apalpo, sinto o gosto, Vejo seu rosto, seu passo largo, Suas mãos e, no entanto, Ainda não creio, todavia. Seu regresso tem tanto Que ver com você e comigo Que por sorte lhe digo E canto, Ninguém pode substituí-lo E as coisas mais triviais, Se tornam fundamentais, Porque você está chegando. No entanto, todavia, Chego a duvidar de minha sorte, Porque tê-lo junto a mim Às vezes me parece fantasia. Mas você vem, Com certeza, E vem com seu olhar E por isso sua chegada Torna mágico o futuro. E ainda que nem sempre Eu tenha entendido Minhas culpas e fracassos Sei, para compensar, Que, em seus braços, O mundo tem sentido. E se beijo a ousadia E o mistério dos seus lábios, Não há dúvida De que o amarei mais A cada dia, Todavia. (Tradução livre – Eduardo Andrade)"
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Ver todas"Fogo Mudo Às vezes em silêncio Provoca algazarras Paródias de coragem Miragens que são duendes Tango toca ao reverso Iras inconsoláveis Pregões dos caixões Toda nossa fome e sede Mas outras vezes é Somente o silêncio A solidão é um carvalho Num deserto sem oásis Nave que não germina Tristeza que goteja Ao redor dos escombros É um fogo mudo"
"FAÇAMOS UM TRATO “Quando sinta sua ferida sangrar, Quando sinta sua voz soluçar, Conte comigo" (De uma canção de Carlos Puebla) Companheira Você sabe Que pode contar comigo, Não até dois Ou até dez, Mas contar comigo. Se alguma vez perceber Que ao olhar nos meus olhos, Não reconhece o meu amor, Não duvide dele, Lembre-se de que sempre Pode contar comigo. Se outras vezes me encontrar impaciente, Sem motivo, Não pense que diminuiu o meu amor, Ainda assim, pode contar comigo. Mas façamos um trato, Também quero contar com você. É tão lindo saber que você existe E quando digo isso, Quero dizer contar Seja até dois, Seja até cinco. Não para que venha logo em meu auxílio. Mas para ter certeza, Na medida certa, Que você sabe, Que pode contar comigo. (Tradução livre – Eduardo Andrade)"
"Gosto das pessoas que vibram, que não ha que empurrá-las, que não se precisa dizer o que fazer, se não que sabem o que se tem que fazer e o fazem. Eu gosto das pessoas justas com a sua gente e consigo mesmas, mas só aquelas que compreendem que somos humanos e que podemos nos equivocar(...)"
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