"Acho que sempre é tempo de mudar. E, principalmente, sempre é tempo de colocar a mão na consciência e passar a vida a limpo. Não repetir exemplos que não fazem parte do que julgamos correto. Seria tão mais fácil se cada um fizesse a sua parte consigo mesmo e com o mundo."
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Mais de Clarissa Corrêa
Ver todas"Minha vida mudou muito nos últimos anos. Eu mudei muito nos últimos anos. Mudei sem oferecer a menor resistência. Mudei sem me surpreender com as mudanças. Elas simplesmente apareceram, aconteceram, me invadiram e se instalaram. Então, eu finalmente me senti em casa dentro de mim mesma. E hoje, mais do que nunca, sinto que não devo nada para ninguém. A gente demora demais para se livrar de pesos e culpas. Mas um dia, finalmente, a gente acorda. E descobre que tem uma vida inteirinha pela frente."
"Ruim mesmo é um dia a gente perceber que amou e gostou e quis sozinho. O outro era apenas um reflexo das nossas aspirações. O outro, no fim, existia apenas dentro de nós. É por isso que o tempo faz com que todas as lembranças sejam boas, doces. E deve ser por isso que quando a gente finalmente desperta acaba perdendo o gosto bom das coisas."
""As decisões sempre são nossas. Decisões, escolhas e atitudes. Existem estradas de asfalto, terra e pedras. E existem estradas imaginárias, produtos da nossa mente pra lá de fértil. Obstáculos? Muitos. Força? Nem sempre. Ela está numa rotina caótica há quatro dias. Não sai de casa. Ânimo é uma palavra deveras distante. Ela toma banho e só troca de pijama. Nada de telefones. Não faz as unhas. Não tem paciência para conversas com qualquer espécie humana. Perdeu o espírito esportivo. No rosto, uma marca que ela nem sabe definir. Ela sente um peso na nuca e parece que se tornou um elemento sem história e sem passado. Em quatro dias ela assistiu a mais de dez filmes. Em quatro dias ela experimentou mais de cinco tipos de doces. Em quatro dias ela percebeu que os outros simplesmente não se importam. E ela nem se importa com isso. Está ocupada demais em sentir pena. Pena dela e do seu estado físico-psíquico-conflitante. Me preocupei e perguntei o que estava havendo. Nada, disse ela, esse é um dos efeitos do amor. Franzi a testa e fiz um rápido discurso, o amor é algo bom. Tem gosto de vida. Tem cara de sorriso. Tem jeito de dia bonito. Ela pareceu nem ligar para as minhas colocações. Disse apenas que o amor é utopia. E a dor é o que está presente no seu dia-a-dia.""
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