"BAÍA DOS PORCOS (Morro Dois Irmãos) Serenos são teus seios negros ao mar Ornatos supremos de um éden despido... Onde o regozijar nos faz te ver sem te olhar Na acepção de sentir o que ali está contido. Baía convergente da beleza de um lugar Onde um pouco da gente deixamos por lá E um muito de lá conosco sempre estará Na visão imponente que da ilha é o altar. Do mirante sentimos a veleidade... Voar Com a presença de Deus pairando ali no ar E em tuas águas assenhoreiam-se os desejos. Seios negros que aguçam os sentidos... Eis o mais belo dentre os bustos audazes Onde o esplendor enfeitiça olhares."
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Ver todas"FINADO SENADO (dedicado ao 12 de setembro de 2007 no Senado Federal) Triste fim do Finado Senado No papel do descarado Insolente e desavergonhado Triste fim do Finado Senado Estrelando o gangrenado Arrogante e mal-intencionado Triste fim do Finado Senado Fingindo-se de coitado Sendo falaz e mascarado Triste fim do Finado Senado Vivenciando o desonrado Ímprobo e empenado Triste fim do Finado Senado Na pele do depravado Corrompido e desmoralizado Triste fim do Finado Senado Incorporando o desmascarado Sem moral e avacalhado Triste fim do Finado Senado Vivendo um desencarnado De alma vendida... ao diabo."
"SONETO DA AUTENTICIDADE (para o mestre Ariano Suassuna) Expoente muito mais do que digno Da alma e da autêntica cultura nordestina. Autor duma obra que traz um brio condigno Expresso em livros e no abrir das cortinas. Professor... Escritor... Igualou-se aos gênios E fez da aula, um nobre espetáculo Multiplicando o valor de cada vocábulo Como se todos tivessem algum irmão gêmeo. De vigorosa identidade e analogia cultural Porque Mateus, todavia preferiu os seus Tal qual na história do Movimento Armorial. Notável dramaturgo, mundialmente paraibano Que o Nordeste há tempos vem atiçando E o Brasil reverencia como Mestre Ariano."
"A MEDIDA Não se preocupe em amar demais Tampouco de menos. Ame simplesmente a contento Demais ou de menos, não importa... Ame de dentro pra fora e de fora pra dentro A todo e qualquer tempo No frio ou no calor Na calmaria ou no vento Jamais perca tempo E nunca esqueça Que a medida de amar É a contento..."
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