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"Tenho pena dessa outra que sou, dessa que não tem mais jeito, dessa que não tem mais cura, dessa que não cumpre o que jura. Tenho pena, tanta pena que dói. Pena porque já não há mais saída, não há remédio pra ferida daquela que vive morta em vida. Busco arrependimento por mim e por ela. Procuro, mas o quarto escuro cega, não me deixa ver e eu não sei dar passos no escuro. Então, sento num canto qualquer da vida, no breu, abraçando os próprios joelhos. Joelhos que deveriam estar no chão e não entre seus próprios braços. Então, espero que alguém, milagrosamente, abra a porta que nem chave tem e me tire de dentro de mim."

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