"Adagas Cujas Jóias Velhas Galas Adagas cujas jóias velhas galas... Opalesci amar-me entre mãos raras, E fluido a febres entre um lembrar de aras, O convés sem ninguém cheio de malas... O íntimo silêncio das opalas Conduz orientes até jóias caras, E o meu anseio vai nas rotas claras De um grande sonho cheio de ócio e salas... Passa o cortejo imperial, e ao longe O povo só pelo cessar das lanças Sabe que passa o seu tirano, e estruge Sua ovação, e erguem as crianças Mas o teclado as tuas mãos pararam E indefinidamente repousaram..."
Voltar para o início
Temas Relacionados
Mais de Fernando Pessoa
Ver todas"A maior empresa do mundo, é a minha vida..."
"A arte é a autoexpressão lutando para ser absoluta."
"Sossega, coração! Não desesperes! Talvez um dia, para além dos dias, Encontres o que queres porque o queres. Então, livre de falsas nostalgias, Atingirás a perfeição de seres. Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo! Pobre esperança a de existir somente! Como quem passa a mão pelo cabelo E em si mesmo se sente diferente, Como faz mal ao sonho o concebê-lo! Sossega, coração, contudo! Dorme! O sossego não quer razão nem causa. Quer só a noite plácida e enorme, A grande, universal, solene pausa Antes que tudo em tudo se transforme."
Autores Populares
Em busca de mais sabedoria?



