"A convivência entre poeta e leitor, só no silêncio da leitura a sós. A sós, os dois. Isto é, livro e leitor. Este não quer saber de terceiros, não quer que interpretem, que cantem, que dancem um poema. O verdadeiro amador de poemas ama em silêncio..."
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Ver todas"O Berço e o Terremoto Os versos, em geral, são versos de embalar, como eu às vezes os tenho feito, não sei se por simples complacência... ou pura piedade. Contudo, os verdadeiros versos não são para embalar - mas para abalar. Mesmo a mais simples canção, quando a canta um Camela Lorca, desperta-te a alma para um mundo de espanto."
"Sempre me senti isolado nessas reuniões sociais: o excesso de gente impede de ver as pessoas..."
"As tuas mãos grossas veias como cordas azuis sobre um fundo de manchas já cor de terra - como são belas as tuas mãos pelo quanto lidaram, acariciavam ou fremiam da nobre cólera dos justos... Porque há nas tuas mãos, meu velho pai, essa beleza que se chama simplesmente vida. E, ao entardecer, quando elas repousam nos braços da cadeira predileta, uma luz parece vir de dentro delas... Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente, vieste alimentando na terrível solidão do mundo. como quem junta gravetos e tenta acendê-los contra o vento? Ah! Como os fizestes, arder, fulgir, como o milagre de suas mãos! E é ainda, a vida que transfigura as tuas mãos nodosas... essa chama de vida - que transcende a própria vida ...e que os Anjos, um dia, chamarão de alma."
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