"Liberdade, Abrir uma porta, pegar um trem. Escorrer feito água, sonhar. Virar pó, fluir com o vento. Romper o gesso, partir a corda. Reacender a chama, fechar os olhos. Respirar fundo, libertar os ouvidos. Soltar o pássaro, correr aos braços de Deus. Animal sadio, homem consciente."
Temas Relacionados
Mais de Augusto Vicente
Ver todas"O que podemos fazer diante das forças da natureza? Se surpreendidos por uma tempestade de calúnias, podemos nos recolher aos invernos de nossa alma, ou, com o brilho de nosso sorriso, ofuscar a quem teme a luz do Sol. Ao sermos testemunhas das picadas do preconceito, podemos nos unir ao enxame, ou, arejar nossa postura com as brisas da sabedoria. Mordidos pelo lobo da traição, podemos acoitá-lo até a morte, ou, domesticá-lo nos bastidores dos nossos pensamentos, alimentando-o com poesia e filosofia. Quando o nosso errante barco de desejos for sorvido por um maremoto de fracassos, podemos afundar em desespero, ou, nadar rumo ao mistério do nosso ser para contrabalançar as forças navegantes da emoção. Sendo esquecidos à sombra branca do deserto da solidão, podemos nos tornar areia e padecer, ou, encontrar o acolhedor oásis que há em nosso coração e atrair novos amigos e amores para o recomeço da jornada. Ao termos o coração dilacerado pelas feras da inveja, podemos enterrá-lo ainda em vida, ou, auscultar suas mais belas e sutis vibrações de esperança. Ao sentirmos os tímpanos de nossos dogmas explodirem ante o uivo dos ventos da mudança, podemos engessar o nosso espírito, ou, nos transformar em uma borboleta azul e pairar sobre um novo jardim. Ao ter os pilares de nossa personalidade abalados por um terremoto, podemos não compreender e agredir, ou, escorar nossos sentimentos nos ombros de verdadeiros amigos. Quando nossa saúde estiver à mercê das faíscas de um incêndio, podemos espalhar o destempero, ou, aceitar nossas lágrimas como um bálsamo de Deus que nos saúda para um novo tempo. Diante dos olhos da ave portadora da boa-morte, podemos não compreender o seu propósito de vida, ou, tornar o seu vôo um passeio de coragem para nossos filhos."
"Homenagem póstuma, Quantas manhãs de domingo já ocorreram? Esta chuva, fina, vista por tantos olhos. Através de tantas janelas. Ouço o ranger de minha alma através, não mais do castanho, mas do novo branco de meus olhos, que não refletem nem mais a sombra de minhas lágrimas, já com sabor de sal sem doce. A expectativa do ranger da porta de meu quarto é a maior de todas as torturas. A dor que aguarda para ser arrebatada. Impressionante, o costume ao som do silêncio. Tornei-me uma escritora. A tua ausência me obriga a escrever como uma forma de me calar. Por anos estive livre em sua prisão. Verdades e mentiras convivendo na mesma sela. As minhas demandas, hoje, estão me sufocando no pavilhão da solidão. E eu acreditando na sua ressurreição. Recebes esta homenagem póstuma, da desgraçada, com quem conviveste por 47 anos, e que sofre implorando a Deus, todos os dias, pelo último suspiro."
"Mulheres, O que vocês esperam é o arrebatamento primitivo, requintado de cavalheirismo. É serem tomadas em meio a um chamado ermo de sonhos, e não de enganos. Eu sei que vocês querem ouvir o uivo distorcido do vento que sopra de dentro para fora e serem sorvidas pelo abismo da paixão. Mulheres! Um homem pode ser tudo para uma mulher, desde que a escolha e a ame. O homem que encontra o matiz perfeito entre os seus poderes e o amor por uma mulher, certamente reconhecerá a expressão “companheirismo” como o combustível da nave-mãe, estrela guia para o seu verdadeiro eu."
Autores Populares
Em busca de mais sabedoria?


