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"Devaneios do trabalhador dedicado Dou um tapa em quem denegrir a imagem do senhor Sem o senhor não teria emprego, minha família estaria na miséria Não sei o que seria! Eu agradeço a compaixão do senhor Oh, meu deus, não me imagino sem a ajuda do Sr patrão de cada dia Sem ele, para ajudar não comeria Sem ele para me proteger não teria teto nem telhado Não teria restos para engrossar o caldo Sou grato eternamente pelo suor de cada dia O senhor me proporcionou a leitura, a luxúria do copo de vinho Deu-me anos a mais de vida... Tenho 25 Em tempos de escravidão, seria avô de senzala Uma vida farta dessa e alguns jogam fora, que pena Prefiro trabalhar de sol a sol a me aventurar pela vida Fartura para quê? Pra mim está muito bom! Faço até bico nos dias de folga, uma horinha extra Lá... Na vila dos pássaros escuros Eu chamo assim, outros chamam de lixão Vê se pode? Povo grosseiro é assim mesmo! Bem, aqui na vila tem de tudo, até lanche de rico. Reclamar de quê? Comemos vegetais, cereais, até iogurte eu já comi por aqui. Bom demais da conta, sô!"

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