"Penso além do que posso e me entrego às dúvidas Penso olhando para o nada E até em meio ao trabalho, eu penso. Eu penso em mim. Eu penso em você. Eu penso em nós. Penso em você de novo. Sinto medo... Meu coração começa a chorar, Minha cabeça começa a doer E eu não páro de olhar em volta Tentando encontrar as respostas das minhas perguntas. O tempo é devastador! E tudo no meio do tempo é esquisito, eu acho. É traição mesmo sem ser. É rompimento, é quebra, é também decepção. Mas, não pretendo parar no tempo, Por isso sou resistente as coisas do mundo. Tenho minhas próprias teorias E hoje tenho novas perspectivas. Onde foi que eu deixei um pedaço de mim? Ando e me contenho para não correr, Pois não sei andar devagar. Emudeço ao querer falar para não pecar, Pois falo muito. Onde está a resposta do meu olhar? Mesmo cansada, continuo a andar. Sei que mesmo em pedaços eu ainda devo continuar. Porque eu consigo, Deus me sustenta sempre. A vida tem muito para me dar, Deus tem muito para derramar sobre mim, eu sei. E nEle eu acredito, só nEle! Mesmo que você não queira mais me acompanhar..."
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Ver todas"A TUA FALTA O que eu mais sinto falta de ti É das tuas doces palavras em diminutivo. É do teu mimar, do teu jeito carinhoso de me dar atenção. Sinto falta de cheirar o seu pescoço De tocar o seu cabelo E de te dar selinho. Sinto saudades dos teus olhares furtivos Sempre ansiosos para encontrar o meu olhar. Faz falta os teus sorrisos de cortejo E a tua maneira única de me namorar. Sinto ainda o gosto das tuas promessas de amor puro E de toda a vida que para nós dois eu construí. Até do teu ciúme disfarçado sinto falta, Também faz falta as tuas mensagens repentinas E as tuas confissões ao pé da noite. Mais do que tudo isso, O que mais me faz falta, É da pessoa que eu era quando estava contigo."
"DANÇA DE SALÃO Eu te entreguei a minha carne viva Eu te dei a minha face Deixei você me conduzir nessa dança improvisada De passos mal feitos e cheios de defeitos E a estrada que tu me conduziste Feriu os meus calos, tantos calos Arrancou a casca da ferida ainda não cicatrizada E você olhou para as minhas feridas E ao invés de curá-las Você continuou dançando E isso foi arrancando e expondo ainda mais a minha dor. O pior é que depois da dança, Você não gostou das feridas abertas, Disse que eu não sabia danças E me deixou descalça no meio do salão. Quem voltou não foi você você para cuidar de mim. Foi justamente aquele que primeiro me feriu, Que arrependido voltou de joelhos para me acudir. Trouxe pomada e esparadrapo, Me de novos sapatos E me tirou do meio do salão Me entregando de novo o seu coração."
"CHUVA Não sei porque insisto em caminhar na chuva! Sempre fico num estado desolador. Os cabelos desgrenhados, os olhos semicerrados, vermelhos... O corpo pedindo paz e eu insistindo em caminhar na chuva! É claro que eu vou me molhar, encharcar, Fora o risco de cair, de escorregar, de me arrebentar. E ainda assim eu caminho na chuva. O coração negando, a respiração parando e eu andando, Enxergando um Sol que nem sei se é real, Acreditando que o tempo vai se abrir, Que logo a chuva vai parar. Parece loucura, mas eu chamo de fé. A esperança que o Sol apareça é recompensa para os meus olhos miúdos. Mas e se o Sol não aparecer? E se a chuva for tão cortante que nem dê mais para me enxugar? Este é o risco de se caminhar na chuva! Apesar de que eu sei que com o tempo, Eu vou acabar aprendendo a desviar os perigos, A pular os buracos, a evitar as poças de lama... O segredo é não se manter molhada depois da caminhada, Mas será que é possível enxugar os olhos depois de toda água derramada? Eu não devia caminhar na chuva, Seria melhor esperar o Sol aparecer."
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