"Cada um de nós caminha beirando o abismo que traz dentro de si próprio. Somos o nosso céu e o nosso inferno."
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Ver todas"O que não podia suportar era aquele estado vulgar das coisas, aquela sufocante apatia que lhes dava um ar de seres que se consomem num lento aniquilamento. Por momentos, parecia esquecer-se de tudo. Mas eis que de repente, a um golpe ou a um ruído, a angústia voltava a obsedar-lhe a alma. Ele não tinha sentidos senão para sofrer e desejar inutilmente. Cansado das suas lutas estéreis, recostara a cabeça e, cerrando os olhos, procurava sufocar o tumultuoso transbordamento do coração."
"Aprendera a conhecer, através da sua própria experiência, esses constantes movimentos do amor, que se alternam entre a esperança de um esquecimento e a silenciosa angústia da impossibilidade, atenuando-se, reaparecendo de tempos a tempos, como a chama que se alastra e se inclina ao jugo do vento."
"“Oh! Por que viver eternamente criando laços que não podiam existir? Por que fermentar em torno de si um ambiente que não podia durar, um clima que não resistiria aos embates da vida? Por que se apegar tão encarniçadamente a pessoas que só lhe poderiam fazer sofrer mais? Que miséria, a de se ter um coração feito para o amor...”"
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