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"Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda, esse é o que Me ama...Quem não Me ama não guarda as Minhas palavras; e a palavra que estais ouvindo não é Minha,mas do Pai, que Me enviou”. (João 14.21,24). A palavra sempre fez parte do mistério de Deus e, também, de todos os poetas. Seria absurdo querer entender uma poesia conhecendo sua métrica, morfologia e a gramática histórica que lhe configurou um sentido social. Não, não se entende poesia assim. Poesia é para ser lida e sentida na medida que as palavras fluem em nossa mente. Alguns gostam de recitar poesia porque a melodia das rimas parece ter o mesmo efeito das notas de uma música apreciada. Creio que Deus deve ser Poeta pois ele insiste em fazer uso das palavras para serem sentidas na mente e no corpo. Podemos afirmar que amar é guardar quem se ama no coração. Todavia não esquecendo a poesia desta afirmação podemos concluir que amar é construir em palavras quem se ama. Sim, é verdade. Quem ama tem o poder de construir pela palavra e com palavras a pessoa amada. Talvez por isso devemos ter o cuidado de nunca amar coisas, bens materiais ou riquezas. Quando amamos tais coisas as nossas palavras começam a falar de coisas mortas e de nossa própria morte. Quando amamos falamos de pessoas, sempre de pessoas. Sim, elas são o verdadeiro bem que vale a pena investir e gastar a vida. Talvez por isso Jesus tenha gastado Sua vida até o fim. Talvez ele tenha feito de Suas palavras um verdadeiro gesto de amor e esperança viva. Jesus amou pessoas, sempre pessoas, e deixou um grande legado para todos os Seus seguidores: todos aqueles que fizerem uso de Suas palavras para torná-las palavra de Deus estarão próximos do coração do próprio Deus. Serão amados por Deus e ser amado por Deus é viver para sempre. Mas onde descobrimos a força deste grande legado de Jesus? Na Bíblia: a Palavra viva de Deus para nós, os cristãos. Nós precisamos redescobrir a força da palavra que faz viver as pessoas. Devemos ter a coragem de decidir abrir nossas Bíblias e ler as palavras que possuem o poder de construir uma esperança viva. A mensagem do evangelho de João é um convite para que deixemos a palavra de Deus ganhar mais espaço em nosso cotidiano. Assim, a leitura e a meditação na palavra de Deus nos ajudará a perceber o poder dessa palavra para refazer a vida e o verdadeiro amor de Jesus na vida do mundo. Muita coisa pode mudar naqueles que estão próximos de nós quando decidimos guardar no coração e viver pra valer a palavra de Jesus. Sim, a palavra de Jesus ainda pode ser ouvida: “Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda, esse é o que Me ama”. Rev. Oswaldo Molarino Filho"

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"Apaixone-se Apaixone-se definitivamente pelo SEU sonho (o sonho de ninguém deve ser mais apaixonante que o seu). Apaixone-se por sua família (mesmo que ela não seja do jeito que você planejou, ainda assim, ela é a sua família). Apaixone-se pelo SEU talento (mesmo que seu lado crítico insista para você escolher realizar outras coisas, mais "convenientes"). Apaixone-se mais pela viagem do que pela chegada a seu destino (a primeira é garantida.). Apaixone-se pelo SEU corpo (mesmo que ele esteja fora de forma, pois de "qualquer forma" ele é a única casa que você realmente possui). Apaixone-se pelas suas memórias mais deliciosas (ninguém pode tirá-las de dentro de você e elas são excelentes fontes de inspiração em momentos de dor). Apaixone-se por aquelas besteiras saudáveis que passam por sua mente entre um e outro momento de estresse (elas ajudam a sobreviver!). Apaixone-se pelas pessoas que estão ao seu lado na caminhada do dia-a-dia (a pessoa certa é aquela que está definitivamente do seu lado). Apaixone-se pelo sol (ele é fiel, gratuito, absolutamente disponível e dá prazer). Apaixone-se por alguém (não espere alguém se apaixonar antes por você, só por garantia e segurança). Apaixone-se pelo SEU projeto de vida (acredite, a vida é só sua!). Apaixone-se pela dança da vida, que está sempre em movimento dentro da gente, mas que, por defesas nós teimamos em aprisionar. Apaixone-se mais pelo significado das coisas que você conquistar do que pelo seu valor material. Apaixone-se por SUAS idéias (mesmo que tenham dito que elas não serviam pra nada). Apaixone-se por SEUS pontos fortes (mesmo que os pontos fracos insistam em ficar em alto relevo no seu cérebro). Apaixone-se pela idéia de ser verdadeiramente feliz (felicidade encontra-se de sobra nas prateleiras de seus recursos interiores). Apaixone-se pela música que você pode ser para alguém... Apaixone-se por SER HUMANO! Apaixone-se definitivamente por VOCÊ! APAIXONE-SE RÁPIDO! O PODER DE DECISÃO SÓ PERTENCE A VOCÊ!"

"Eu te amo do amanhecer ao anoitecer e mesmo quando durmo, ainda te amo. Eu te amo nas três dimensões, nas quatro luas, nos quatro elementos, nas quatro estações, nos quatro pontos cardeais. Eu te amo nos cinco sentidos, nas sete cores do arco-íris, nas sete notas musicais... nos doze signos do zodíaco. Em tudo o que existe eu te amo cada vez mais. Eu te amo na procela e na calmaria, em todos os josés e marias, nos infantes, nos anciãos, nos amigos, inimigos ou irmãos... Eu te amo em toda a criação... Eu te amo no vento que vem do norte, na linha do horizonte, na pequena fonte, nas nuvens grávidas de chuva... Eu te amo nos meus dias nefastos e nos meus dias de sorte... Eu te amo na árvore frondosa, na montanha majestosa, na pedra preciosa, nas miríades das estrelas do universo... Eu te amo no pequeno átomo, na imponderável constelação, Eu te amo para além de qualquer humana compreensão...Hoje penso no tempo em que perdemos em não dizer Eu te Amo... Te Amo para SEMPRE!"

"O TEMPO E O RELÓGIO Certa vez, o tempo e o relógio se encontraram (embora estejam todo tempo juntos). O tempo, revoltado há muito tempo, disse ao relógio tudo aquilo que, há tempos, vinha guardando. Que ele, tempo, tinha saudades daqueles tempos em que não existiam relógios e todo mundo tinha tempo. Mas, quando o homem, ingrato, fabricou o relógio que começou a marcar tempo, ninguém mais conseguiu ter tempo. O homem ficou reduzido a horas, minutos e segundos. "Antes, naqueles bons tempos" - disse o tempo - "todo homem tinha tempo de curtir a natureza. Viviam com o sol de dia, dormiam com a lua à noite". "Quando a lua caprichosa não queria aparecer, era um bando de estrelas que piscavam brincalhonas, dando tempo para o sol nascer". "Mas agora, nestes tempos, ninguém mais tem tempo de ver se a lua vem sorrindo para a direita ou para a esquerda, se está de cara cheia ou de mau humor, sem querer aparecer". O tempo prosseguiu com um sorriso de tristeza. "Antigamente - que tempos! - os homens nasciam no tempo certo em que tinham de nascer. Não havia incubadeira para os fora de tempo nem cesariana para os que passam do tempo. A natureza sabia, em tempo, quando era tempo. Hoje, o homem já obedece a você, mesmo antes de nascer. Os médicos estão apressados e sem tempo para perder". O relógio só ouvia e, apressado, prosseguia no seu tic-tac sem tempo de retrucar, com medo de se atrasar. "Noutros tempos" - disse o tempo - "o homem crescia sem pressa, com tempo de amadurar. Comia sem ter horário, dormia quando tinha sono. Fazia amor ao relento, como flores que se beijam, como aves que se aninham. Envelhecia aos pouquinhos, como um calmo entardecer. Depois, dormia o sono profundo e, no outro despertar, abraçava-me com carinho, no infinito...no infinito...". O tempo enxugou uma lágrima, talvez de orvalho. A voz que estava embargada, tomou uma conotação de revolta: "Hoje, vai logo para a escola e traz para casa um horário. Quando aprende a ler as horas ganha do pai um relógio e, assim, ensinam-lhe bem cedo a maneira mais correta de nunca ter tempo na vida". O tempo não se preocupava mais com o tic-tac do relógio que nada retrucava para não se atrasar. Continuou a sofismar com voz mais branda. "Come apressado, sem tempo. Dorme ainda sem sono, pois, de manhã bem cedinho, você começa a gritar arrancando-o da cama, quando ainda queria dormir". "Amor? Nem sei se ainda faz... há gente que nem tem tempo. Quando faz é no zás-trás. Quando vê, já envelheceu, sem ver o tempo passar". "Na hora do sono profundo, enterram-no apressados, para a vida continuar. E no outro despertar, chega tão abobalhado que não consegue me achar". Ao relógio, sem poder nunca parar, só restava se calar. Além do sentimento de culpa que passou a carregar, a partir desse tempo, quando bate as doze badaladas no silêncio da meia-noite, o canto é tão melancólico que até parece chorar"

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