"Chame-me de amor! Pode me chamar de amor, se outrora te dei a alegria de presente, e como uma mãe que afaga o filho com a emoção de ter gerado uma vida, segue a vida consciente do imenso amor que nem no coração lhe cabe. Se te deixei flutuar no vazio e como caminhar nas nuvens tu sentistes o imenso prazer que te lançou direto pra felicidade e como criança sorria de satisfação, sem medo, mas com sede de amor que fazias sentir. Mas pode me chamar de ternura, uma vez que era necessário te fazer parar e depois continuar na hora de amar, para te poder respirar, se pensara em cessar esse amor, vinhas como vinho doce e tentador me deixavam o teu sabor. O singelo papel de teu dono e sem abandono te queria pra mim, nem pesava em tristeza visto que tua maior proeza foi te afastares de mim, e nos acordes de uma linda canção aos poucos reformei o meu coração. Também sou fidelidade, e na verdade com sinceridade te amei te montei e te fiz minha sanidade, sem loucura, mas com cura a dor que procura o autor da saudade, outra metade uma parte que da carne de mim separou. Sentias o cômodo prazer de somente fazer amor contigo, e como castigo o mesmo não sabia de ti, se do teu umbigo fugia o meu, como saberia se o meu destino bateria com o teu, pois como teu escravo bancava o teu apogeu. Sim, também sou saudade, essa que agora ta me matando, e entrando sem bater, a porta arde sem fogo se ver, como se pudesse existir um domínio que um dia foi teu, mas que nunca você o perdeu. O sal da saudade corta como uma navalha e rasga como tralha a marca do que fora coração, e jogando a toalha peço, por favor, não! Deixe que eu morra me socorra ou me joga na imensidão do frio da solidão. Hoje sou amargura e sem ter cura meu coração se deixa abater, parece difícil, algo impossível à vida de novo me alcançar, vida que um dia sorria pra mim e mesmo assim me abandonou, seria essa a minha sina, de sorte veio a mim essa menina! Com os olhos sem ter mais lágrimas para lavar e o susto do teu desamor me desanimar, vivo sem emoção, e sem uma conotação, sem uma caricatura, hoje me vejo sem cura, tanto amor se transformou em amargura. Pode hoje me chamar verdade, sim com sinceridade acabou-se a minha visão do destino e sem tino como um menino perdido, sentido, sofrido com o coração abatido, basta olhar pra mim para enxergar você. Se no brilho do meu olhar existe o fundo seco e vasto da tristeza, foi por esta mesma proeza que se fez a beleza que estes olhos a puseram na mesa e sem a menor destreza, com toda certeza ao meu fim caminhar. Chame-me de vida, estou de partida à busca de outro colo, uma nova guarida quem sabe um porto seguro, um tiro no escuro ou uma sorte melhor alcançar voltar a viver, tirar sua marca de mim, que como cicatriz eterna se faria meu fim. Cultivar meu jardim, tentar sorrir com o rosto sujo de capim, mas alegria fraterna que de uma linda donzela dispensou-se a mim, farei um jardim florido, bonito e com odores da mais linda e perfumada flor, hoje, me chame de amor!"
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Ver todas"A Alegria do Poeta! É bom brincar com o amor, mas de uma forma muito criativa, e a criatividade que o amor exige encontra-se inserida em um dom quase divino, a dádiva de fazer do amor uma ferramenta onde todos possam se enquadrar, um caminho de flores em que seria possível qualquer um caminhar, uma poesia, um poema um poeta à recitar, uma lembrança de um lugar distante, um jardim florido, bonito, a felicidade. Almejaste um carinho muito desejado, uma mulher, uma amante, um artista que faz de sua vida sua obra e de sua obra a esperança de muitos, o sonho de todos, todos os sonhos se encontram na melodia harmoniosa de um lindo poema, um coração que outrora fosse poesia, se fazendo maestria onde levaria consigo a esperança de muitos, alguns sofridos, outros aflitos, mas todos sentidos de um desejo ressentido, quem sabe um amor perdido ou nunca encontrado, meramente achado, mas que nunca conseguiu se aproximar. A alegria poeta é isso, o dom misericordioso de um ser que traz ao nascer como bagagem um coração, que carrega dentro de seu interior muitos sonhos, os sonhos de uma sociedade que não se acostuma com a falta do amor, que vive ao lado do sofrimento e na sombra do desespero emocional de tentar viver um sonho encantado que muitas está ao lado, mas não consegue enxergar. A alegria do poeta é isso, ser reconhecido, compreendido e como um ser dotado de uma alma normalmente comum, mas que em seu interior carrega o mais primordial dos sentidos, a essência do amor!!"
"Sonhos... o que seriam sonhos?? sonhos seriam desejos escondidos ou vontades encobertas, pedindo pra sair... sonhos são sentimentos expontaneos que o subconsciente deixa passar e a nossa alma os vê com tanta verdade que se deixa levar e nos faz acreditar"
"Mesmo por capricho volta pra mim, seja por piedade, sem saudade, sem amor, sem desejo, com com lampejo de um amor em que, só quem sente sou eu."
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