"Me deram um tempo, assim forçado. - Um tempo pra mim? Obrigada, não precisava... (sorriso amarelo, meio às lágrimas) Eu não queria mesmo! Mas ganhei um tempo... Aliás, ganhei o tempo todo que eu já tinha e nem sabia. E o que fazer com esse tempo? Nada de melosidade, doçura... tudo isso causa diabetes! E ficar doente nesse tempo, não é a saída. Me deu um embrulho no estômago (um embrulho arrumado até). Só aí que eu percebi que esse tempo é um presente embrulhado. E eu sempre gostei de ganhar presente. Caiu tão bem em mim, o presente, que resolvi guardar o passado numa caixinha bem bonita e nem lembrar que o futuro quer chegar."
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Ver todas"R E C I T A L Em um encontro não casual Para preencher o vazio Das vidas por um fio Providenciamos nosso sarau. Foi chegando Bilac de mansinho, Com versos oferecidos Acompanhados de carinho. Neruda respondeu de lá Pois calado não podia ficar. Odiou, desejou e resolveu se entregar. Pessoa só queria falar de amor, Poesia adivinhada por quem já tinha lido e gostou. Quintana timidamente se mostrou, Renascimento ou suicídio? Depende de quem interpretou. E Hilda, insistindo que bebêssemos a vida Um verso a ti dedicou. (Palmas para ela!) E assim findou-se nosso sarau: - confissões apaixonadas meio à madrugada apressada Com sábias frases de Pascal."
"queria escrever pra você o amor mas você chega, eu tremo e acabou."
"Sobre nós, nada precisaremos dizer... Vivemos em uma nova era. Eles verão, Nós primavera!"
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