"De tudo o que existiu fica tudo! Ficam a empatia, os risos, o choro, o medo, o desabafo, os nós desatados e os que atamos também. Ficam as palavras, as expressões e gestos de afeto e carinho. Ficam os olhares de cumplicidade e intimidade nos momentos que foram nossos. Ficam as músicas que não tivemos, as atrapalhadas, as caras de espanto e o medo de magoar com qualquer bobagem impensada. O toque que a cada dia foi tomando forma mais sincronizada, sem muito desespero. Também fica junto com ele o abraço que foi se tornando cada vez mais apertado fazendo a gente quase entrar na gente. Ficam os "nãos", os "sins", os "tudo bem" e ficam também os "bóra"! As aulas ficam. Tanto as de "como não fazer" quanto às de "como não ser". Ficam as longas conversas sobre tudo e nada, sobre eu, sobre você, sobre os outros e sobre nós. Ficam o silêncio e a troca intensa de emoções que fizemos através dele. Ficam as broncas acompanhadas de gargalhadas, ficam as piadas engraçadas e as sem graça também. Ficam aquelas que fizemos pensando ao mesmo tempo a mesma coisa sobre a mesma situação. Como tudo isso foi incrível!! Ficam os sentimentos de cuidado, de carinho, de zelo. Fica cravado no peito o respeito de uma grande e forte "amorizade". Mas acima de tudo pudera eu dizer pra você: fica?! Sugiro que modifiquemos e transformemos tudo isso que ficou para continuarmos usufruindo, mas de outra forma. Uma forma mais amena, serena, mas praticável. Assim, com certeza, a gente vai poder ficar sempre perto!"
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Ver todas"Antes que o pensamento escape, acorrente-o escrevendo."
"ELA POR ELA MESMA (acróstico) Sabe lá o que de lá dela se vê! Há de ser confuso, sem prumo, sem fuso evitando deixar de estar aí com tudo isso. Há de ser intento intenso, insano, sadio o que se lê em seus olhos. Talvez desvario. Talvez a vontade de se entregar sem velar o que se é."
"Não quero o esquecimento. Seria uma injustiça esquecer. No esquecimento há uma certa indiferença que mostra de maneira cruel que não teve importância. O que não é verdade, não confere. Tudo é aprendizado, tudo é escola, tudo vem por uma razão. E em prol da razão de ter sido não merece ser esquecido. Até o que morre merece lembrança, merece um memorial que resgate o que se viveu. Não quero o esquecimento, nem a negação. Quero a matéria prima para construir a ponte que leva a algo nobre, ao crescimento. É fato que ao lembrar pode vir a dor, a decepção, sentimento de impotência talvez, mas vem no pacote o que aconteceu de bom em tudo o que existiu de verdade por permissão. E, se houve verdade nessa história toda, não quero o esquecimento."
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