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"I ASSIM aos poucos vai sendo levada a tua Amiga, a tua Amada! E assim de longe ouvirás a cantiga da tua Amada, da tua Amiga. Abrem-se os olhos - e é de sombra a estrada para chegar-se à Amiga, à Amada! Fechem-se os olhos - e eis a estrada antiga a que levaria à Amada, à Amiga. (Se me encontrares novamente, nada te faça esquecer a Amiga, a Amada! Se te encontrar, pode ser que eu consiga ser para sempre a Amada Amiga. II E assim aos poucos vai sendo levada a tua Amiga, a tua Amada! E talvez apenas uma estrelinha siga a tua Amada, a tua Amiga. Para muito longe vai sendo levada, desfigurada e transfigurada. Sem que ela mesma já não consiga dizer que era a tua profunda Amiga. Sem que possa ouvir o que tua alma brade que era a tua Amiga e que era a tua Amada. Ah! do que disse nada mais se diga. Vai-se a tua Amada - vai-se a tua Amiga! Ah! do que era tanto, não resta mais nada... Mas houve essa Amiga! mas houve essa Amada!"

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