"RUÍNAS Se é sempre Outono o rir das primaveras, Castelos, um a um, deixa-os cair... Que a vida é um constante derruir De palácios do Reino das Quimeras! E deixa sobre as ruínas crescer heras. Deixa-as beijar as pedras e florir! Que a vida é um contínuo destruir De palácios do Reino de Quimeras! Deixa tombar meus rútilos castelos! Tenho ainda mais sonhos para erguê-los Mais altos do que as águias pelo ar! Sonhos que tombam! Derrocada louca! São como os beijos duma linda boca! Sonhos!... Deixa-os tombar... deixa-os tombar..."
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Ver todas"É pensando nos homens que eu perdoo aos tigres as garras que dilaceram."
"Para quê alcançar os astros!? Para quê!? Para os desfolhar, por exemplo, como grandes flores de luz! Vê-los, vê-os toda a gente. De que serve então ser poeta se se é igual à outra gente toda, ao rebanho?..."
"Ódio? À Aurora Aboim Ódio por ele?Não…Se o amei tanto, Se tanto bem lhe quis no meu passado, Se o encontrei depois de o ter sonhado, Se à vida roubei todo o encanto… Que importa se mentiu? E se hoje o pranto Turva o meu triste olhar, marmorizado, Olhar de monja, trágico, gelado Como um soturno e enorme Campo Santo! Ah! Nunca mais amá-lo é já o bastante! Quero senti-lo doutra, bem distante, Como se fora meu, calma e serena! Ódio seria em mim saudade infinda, Mágoa de o ter perdido, amor ainda. Ódio por ele? Não…não vale a pena… Florbela Espanca - Livro de Soror Saudade"
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