"Ah, sempre que se sonha alguma coisa tem-se a idade do tempo em que a sonhamos: Me esqueci do futuro..."
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Ver todas"Quando eu morrer e no frescor de lua Da casa nova me quedar a sós, Deixa-me em paz na minha quieta rua... Nada mais quero com nenhum de vós! Quero é ficar com algumas poemas tortos Que andei tentando endireitar em vão... Que lindo a Eternidade, amigos mortos, Para as torturas lentas da Expressão!... Eu levarei comigo as madrugadas, Pôr de sóis, algum luar, asas em bando, Mais o rir das primeiras namoradas... E um dia a morte há de fitar com espanto Os fios de vida que eu urdi, cantando, Na orla negra do seu negro manto..."
"SEMPRE QUE CHOVE Sempre que chove Tudo faz tanto tempo... E qualquer poema que acaso eu escreva Vem sempre datado de 1779!"
"Dorme, ruazinha... É tudo escuro... E os meus passos, quem é que pode ouvi-los? Dorme o teu sono sossegado e puro, Com teus lampiões, com teus jardins tranquilos. Dorme... Não há ladrões, eu te asseguro... Nem guardas para acaso persegui-los... Na noite alta, como sobre um muro, As estrelinhas cantam como grilos... O vento está dormindo na calçada, O vento enovelou-se como um cão... Dorme, ruazinha... Não há nada... Só os meus passos... Mas tão leves são Que até parecem, pela madrugada, Os da minha futura assombração..."
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