"Há que sentar-se na beira do poço da sombra e pescar luz caída com paciência."
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Ver todas"Acontece Bateram à minha porta em 6 de agosto, aí não havia ninguém e ninguém entrou, sentou-se numa cadeira e transcorreu comigo, ninguém. Nunca me esquecerei daquela ausência que entrava como Pedro por sua causa e me satisfazia com o não ser, com um vazio aberto a tudo. Ninguém me interrogou sem dizer nada e contestei sem ver e sem falar. Que entrevista espaçosa e especial! (Últimos Poemas)"
"Soneto XXII Quantas vezes, amor, te amei sem ver-te e talvez sem lembrança, sem reconhecer teu olhar, sem fitar-te, centaura, em regiões contrárias, num meio-dia queimante: era só o aroma dos cereais que amo. Talvez te vi, te supus ao passar levantando uma taça em Angola, à luz da lua de junho, ou eras tu a cintura daquela guitarra que toquei nas trevas e ressoou como o mar desmedido. Te amei sem que eu o soubesse, e busquei tua memória. Nas casas vazias entrei com lanterna a roubar teu retrato. Mas eu já não sabia como eras. De repente enquanto ias comigo te toquei e se deteve minha vida: diante de meus olhos estavas, regendo-me, e reinas. Como fogueira nos bosques o fogo é teu reino."
"Tenho duas vidas para te amar, por isso te amo quando te amo e te amo quando não te amo."
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