"Gosto mesmo é de ser minha, me emprestar quando for seguro, com garantia de devolução sem danos. No fundo queria é que me roubassem, sem manual, sem dor."
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Ver todas"Eu me desculpo e me aceito de volta Essa manhã eu acordei, olhei pela janela e vi tanta vida lá fora. Tanta gente incrível cruza nosso caminho e a gente nem se dá conta, tanta coisa simples e bonita que passa despercebida na correria do dia-a-dia. Quando dei por mim tava sorrindo, pensando em como a vida é irônica! Lembrei de coisas que me arrasaram quando eu perdi e que hoje não me fazem a mínima falta, lembrei do quanto eu julguei e acabei fazendo a mesma coisa, de quantas brigas eu comecei por motivos tão bobos. Recordei bons e maus momentos, assisti muitos flashs da minha história de forma passiva, sem me culpar. Esse ano novo, como todos os outros, eu me prometi que ia ser tudo diferente, que ia ser um ótimo ano. Clichê, no começo eu até me empolgo, mas no fundo nem eu acredito nas minhas promessas de começo de ano. Essa semana eu senti que eu precisava organizar minha cabeça e coração, pra então minha vida mudar de rumo. Sabe, aquela arrumação que a gente sempre adia: mandar algumas pessoas e sentimentos pra lixeira, aceitar as coisas novas, mover algumas lembranças pra pasta ‘Passado’, mudar o plano de fundo. Confesso que foi um alívio essa minha sede de recomeço, me ver livre desse CD riscado... As coisas só começam a fluir, quando a gente permite que isso aconteça. Eu tô confiando em mim de novo, me permitindo, porque eu sei que posso muito, mereço muito ! E como é bom eu finalmente me dar essa segunda chance, depois de ter dado tantas pra quem nem valia a pena."
"Porque nessa de tentar, já perdi tempo, amor, sonhos, crenças, paciência e me perdi também. Então vamos combinar assim: Fale à passageira somente o indispensável. A menos que tenha algo a dizer melhor que o seu silêncio, o que é difícil. Agradeço."
"Queria fazer o mínimo que você merece, já que não consegui fazer o máximo. Queria pedir desculpas. Eu atropelei a gente, te deixei caído no chão e fui em frente, sem nem te dar a mão. Porque o mundo tinha que ver o quanto eu era forte, o quanto eu tinha aprendido. E, que injusto, quis vestir meus escudos logo com você, que só queria me proteger. Fui brincar de ser cínica logo com quem me falava ve rdades bonitas, só pra me ver sorrir. Resolvi bancar a sem coração até ele começar a doer e eu não conseguir mais ignorar a existência dele e a sua. Era uma dor pesada que, acima de tudo, gritava que eu havia feito tudo errado. E de fato havia. Virei pra trás, desarmada e completamente arrependida, mas não te vi. Nem no chão, nem num banco, nem em pé me observando errar. Imagino que esperar tanto tempo uma pessoa que não te dá nem carinho pra compensar a espera, deve ser mais do que cansativo, dolorido. Você foi embora, coberto de razão. Logo na hora em que eu cheguei, despida de arrogância. E só pude lamentar toda a minha força bruta, minha farsa ensaiada, meu estrago em você, em mim, em nós. Sentei no banco e, dessa vez, eu que esperei. Ainda espero. Então vem aqui e senta comigo, ou então só passa e diz que me desculpa, que pode não entender, mas me desculpa. Minha culpa era só medo, fantasiado de tanta coisa, mas sempre óbvio pra você. Hoje eu aceitaria teu colo. E ficaria feliz, em paz. Porque era só disso que eu precisava, apesar das minhas fugas impulsivas. Hoje eu sei. Desculpa?"
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