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"Um Simples olhar teu facilmente me desabrocha Embora me feche como os dedos da mão. Tu sempre abres pétala por pétala meu ser Como a primavera quando toca cuidadosa e misteriosamente sua primeira rosa. Eu não sei o que existe em ti que me libera e prende. Somente uma coisa em mim compreende, que a linguagem dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas. Ninguém, nem mesmo a chuva. Tem mãos tão pequeninas."

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"Primeiro de Todos os Meus Sonhos o primeiro de todos os meus sonhos era sobre um amante e o seu único amor, caminhando devagar(pensamento no pensamento) por alguma verde misteriosa terra até o meu segundo sonho começar— o céu é agreste de folhas;que dançam e dançando arrebatam(e arrebatando rodopiam sobre um rapaz e uma rapariga que se assustam) mas essa mera fúria cedo se tornou silêncio:em mais vasto sempre quem dois pequeninos seres dormem(bonecas lado a lado) imóveis sob a mágica para sempre caindo neve. E então este sonhador chorou:e então ela rapidamente sonhou um sonho de primavera —onde tu e eu estamos a florescer"

"nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além de qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio: no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram, ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra embora eu tenha me fechado como dedos, nalgum lugar me abres sempre pétala por pétala como a Primavera abre (tocando sutilmente, misteriosamente) a sua primeira rosa ou se quiseres me ver fechado, eu e minha vida nos fecharemos belamente, de repente, assim como o coração desta flor imagina a neve cuidadosamente descendo em toda a parte; nada que eu possa perceber neste universo iguala o poder de tua imensa fragilidade: cuja textura compele-me com a cor de seus continentes, restituindo a morte e o sempre cada vez que respira (não sei dizer o que há em ti que fecha e abre; só uma parte de mim compreende que a voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas) ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas!"

"agora ar é ar e coisa é coisa: traço nenhum da terra celestial seduz nossos olhos sem ênfase onde luz a verdade magnífica do espaço. montanhas são montanhas; céus são céus - e uma tal liberdade nos aquece que é como se o universo uno, sem véus, total, de nós(somente nós) viesse - sim; como se, despertas do torpor do verão, nossas almas mergulhassem no branco sono onde se irá depor toda a curiosidade deste mundo (com júbilo de amor) imortal e a coragem de receber do tempo o sonho mais profundo"

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