"Soneto XLIII "Quanto mais eu pisco, então melhor vejo. Pois durante o dia os olhos vêem coisas que não interessam; Mas, em sonhando, eles te vêem E obscuramente luminosos, no escuro se dirigem sozinhos; Então tu, cuja sombra das sombras torna luminoso, Como faria a forma da tua sombra um espetáculo feliz, Ao dia claro com a tua mais límpida luz, Quando para olhos que não vêem, tua sombra de tal forma brilha! Como (eu digo) ficariam os meus olhos tão felizes, Te fitando debaixo da luz solar, Quando na noite profunda tua sombra somente sugerida, Através do sono pesado em olhos que não vêem, assombram ainda? Todos os dias são noites para se ver, até que eu te veja, E noites, dias brilhantes, quando os sonhos te revelam ante mim.""
Temas Relacionados
Mais de William Shakespeare
Ver todas"Qualquer um ensina a uma multidão o caminho do bem. Poucos conseguem que uma única dessas pessoas cumpra esse caminho na prática. Há sempre um abismo entre as palavras e os atos, entre o gesto e a graça que lhe faz brilhar. Palavra, palavra, palavras, estou farta de todas elas. A razão pode ter todas as regras e todas as leis, as mais claras e as mais distintas possíveis, para conter a paixão. Mas uma paixão ardente sempre saberá pular por cima dos limites e fazer a boca estourar em grito de desespero ou de alegria. Não há pensamento, por mais sábio, que freie a natureza. O instinto é a única verdade que existe. Toda vida é instinto, segurá-lo é morrer. Só há movimento e desejo, gesto e realização. Todo o resto são fagulhas e miragens, linguagem vazia, passatempo de quem não sabe nada da vida. O único objetivo da natureza é transbordar."
"Toda despedida é dor... tão doce, todavia, que eu te diria "boa noite" até que amanhecesse o dia."
"Soneto 18 Se te comparo a um dia de verão És por certo mais belo e mais ameno O vento espalha as folhas pelo chão E o tempo do verão é bem pequeno. Às vezes brilha o Sol em demasia Outras vezes desmaia com frieza; O que é belo declina num só dia, Na terna mutação da natureza. Mas em ti o verão será eterno, E a beleza que tens não perderás; Nem chegarás da morte ao triste inverno: Nestas linhas com o tempo crescerás. E enquanto nesta terra houver um ser, Meus versos vivos te farão viver."
Autores Populares
Em busca de mais sabedoria?



