"Poeta não é gente, é bicho coisa Que da jaula ou gaiola vadiou E anda pelo mundo às cambalhotas, Recordadas do circo do circo que inventou. Estende no chão a capa que o destapa, Faz do peito tambor, e rufa, salta, É urso bailarino, mono sábio Ave torta de bico e pernalta. Ao fim toca a charanga do poema, Caixa, fagote, notas arranhadas, E porque bicho é bicho, lá fica, A cantar às estrelas apagadas."
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Ver todas"Não tenhas medo, a escuridão em que estás metido aqui não é maior do que a que existe dentro do teu corpo; são duas escuridões separadas por uma pele, aposto que nunca tinhas pensado nisto. Transportas todo o tempo de um lado para outro uma escuridão, e isso não te assusta..."
"Só num mundo de cegos as coisas serão o que verdadeiramente são."
"Fisicamente, habitamos um espaço, mas, sentimentalmente, somos habitados por uma memória."
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