"Nuances da vida... Sob o crepúsculo Agoniza mais um dia Minutos mais, Minutos menos E, como seus precedentes, Novo náufrago No oceano do tempo... Sob o crepúsculo Agoniza mais um dia E, como seus precedentes, Prisão/insegurança Ou mudança/solução Pra tantos itinerantes Da vida... Sob o crepúsculo Pulsa um coração, Alienado e descontente Preso a devaneios oníricos A lamentar momentos Que seguramente vazaram Pelos ralos do tempo... Sob o crepúsculo Pulsa um coração, Desperto e consciente Determinado a viver, Como dádiva especial, Átimos singulares Desse flash existencial..."
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Mais de Maria Aparecida giacomini Dóro
Ver todas"Aprendendo com as águias De todas as aves, a que mais amo e admiro é a águia. Ela é usada como símbolo dos que confiam em Deus. Representa coragem e resistência. Acredito que, se balizássemos nossas vidas pelos princípios instintivos das águias, seríamos muito mais fortes, determinados, corajosos, confiantes, criativos. Experimentaríamos abundantemente a paz, o equilíbrio e a genuína liberdade de ser e estar no mundo. Aprendi a amar e admirar a rainha das aves depois das valiosas informações que obtive sobre sua trajetória de vida: 1ª - Quando seu filhote ainda mal consegue voar, a águia destrói o ninho com o propósito de impedir que sua cria volte à comodidade. Leva-o às alturas e de lá o atira no abismo da atmosfera a fim de despertar nele a poderosa força de rei das aves. E nós, humanos, o que fazemos com nossos filhos? Também os preparamos para serem independentes e atuarem com coragem e determinação no mundo? 2ª - A águia é filha do sol. Desde pequena, aprendeu a sorvê-lo pelos olhos. Para ensinar essa lição, a mãe-águia segura o filhote em direção ao sol. Acostuma seus olhos ao resplendor solar. É por isso que as águias, desde pequenas, têm os olhos da cor do astro rei. E nós, humanos, o que fazemos com nossos filhos? Também, desde a mais tenra idade, ensinamo-los a sorverem a intensa luz do amor e da ternura, do apreço e da gratidão, da justiça e da solidariedade, da fé e da determinação, da humildade e da flexibilidade, da confiança, da alegria e da paz de espírito, da contribuição? 3ª - O urubu (como a águia) domina as alturas. Porém ela é infinitamente superior. Jamais se contenta com uma alimentação fácil. É das alturas que observa sua ágil e saudável presa. De lá se lança velozmente, empreendendo-lhe a perseguição. Após capturá-la, abate-a e alimenta-se das melhores partes, deixando os restos para os urubus. E nós, humanos, buscamos uma alimentação mais saudável ou preferimos a comodidade dos alimentos prontos, repletos de produtos químicos? 4ª - O que faz a águia diante da tempestade? Onde ela se abriga? Ela não se abriga. Abre suas possantes asas, que podem voar a uma velocidade de 90km/h, e enfrenta a tempestade. Depois de superá-la, voa tranquila, acima da turbulência das nuvens. Ela sabe que as nuvens escuras, a tempestade e os choques elétricos podem ter uma extensão de trinta a cinqüenta metros, mas lá em cima brilha o sol. E nós, humanos, o que fazemos diante das tempestades da vida?Escondemo-nos em ostracismo ou as enfrentamos com coragem e confiança - certos de que, após as dificuldades, conquistaremos a vitória? 5ª - Finalmente, a águia também morre. No entanto, jamais encontraremos seus restos mortais em qualquer lugar. Sabe por quê? Porque, quando ela sente que chegou a hora de partir não se lamenta nem fica com medo. A águia procura o pico mais alto, tira as últimas forças de seu cansado corpo e voa para as montanhas inatingíveis. Aí espera resignadamente o momento final. Até para morrer ela é extraordinária. E nós, humanos, como agimos diante do inevitável? Revoltamo-nos ou aceitamos partir, deixando para o mundo doces lembranças de alguém que ocupou responsavelmente este tempo e espaço no universo; alguém que fez a diferença; alguém que nasceu e viveu intensamente, e não apenas existiu? Todos nós trazemos em nossa essência uma águia adormecida. Despertemo-la, enquanto há tempo."
"Água dos meus sonhos Leva contigo essa tristeza De saber-me só Marcando passos Nas veredas da dor Água dos meus sonhos Trás de volta minha certeza De seguir em frente Tecendo laços Nas veredas do amor Água dos meus sonhos Leva contigo a incerteza Que de mim se apossou "Possibilidades esgotadas" Sob o jugo da dor... dor do desamor Água dos meus sonhos..."
"A sentença Gritos de apelo Rasgam o véu da noite E muros se erguem em resposta Silencio Lavo as mãos... É tão fácil Condeno, mais ainda Afinal, é o outro imerso nas trevas Silencio "Ah! Então... Não te importas Com a face de ti Que agoniza aqui, ali e lá?" Silencio..."
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