"Canção da tarde no campo Caminho do campo verde estrada depois de estrada. Cerca de flores, palmeiras, serra azul, água calada. Eu ando sozinha no meio do vale. Mas a tarde é minha. Meus pés vão pisando a terra Que é a imagem da minha vida: tão vazia, mas tão bela, tão certa, mas tão perdida! Eu ando sozinha por cima de pedras. Mas a tarde é minha. Os meus passos no caminho são como os passos da lua; vou chegando, vai fugindo, minha alma é a sombra da tua. Eu ando sozinha por dentro de bosques. Mas a fonte é minha. De tanto olhar para longe, não vejo o que passa perto, meu peito é puro deserto. Subo monte, desço monte. Eu ando sozinha ao longo da noite. Mas a estrela é minha."
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"ATÉ QUANDO TERÁS, MINHA ALMA, ESTA DOÇURA Até quando terás, minha alma, esta doçura, este dom de sofrer, este poder de amar, a força de estar sempre _ insegura _ segura como a flecha que segue a trajetória obscura, fiel ao seu movimento, exata em seu lugar...?"
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