"Conto de um acaso casal. Ela disse que realmente não poderia responder. Que aquele momento era a única certeza sua e nada mais. Aquelas horas que pareciam tão gritantes, apavoradas e nos olhavam com cara de despretensiosas fugiam por entre nós dois. Eu até quis saber se haveria futuro, mas quem se importa com alguma coisa além do que aquela sintonia? Enquanto pensava em abrir a boca e dizer algo mais, a minha cabeça girava e se agarrava em tanta coisa junta, tanta informação mas a menina nem ligava. Eu sentia o perfume doce que corria suave na ponta da língua, fechava os olhos e via muito mais do que eu já havia visto. O grito dos meninos a nossa volta, e a música ridiculamente alta tentavam me separar da novidade de vida. Quando eu recordo de tudo o que se foi,eu sei que o momento sublime do encontro foi todo preservado na sua melhor forma. Agora que eu me lembro, quero morrer pois foi ela quem me procurou! Como eu pude? Os “espertões” que se danem, mas qual é o sinal paranormal, mediúnico ou subliminar que é recebido quando se encontra o paraíso? Deve ser algum pó de alucinação ou será que algum ser celeste-infernal grita na tua orelha dizendo: -Se mexe, monte! É ela! Não sei se anjo grita, mas enfim, morreu esse assunto. Eu já havia visto a menina anteriormente, mas a psicose de “pessoa perfeita” trava o nosso raciocínio e não se desenvolve nenhuma opção de entrega, nenhum plano de caça ou um de fuga, que seja. A única conclusão que tive é que eu iria embora ao ver que ela desapareceu da minha vista. No dia que a encontrei pela primeira vez, ela entrou pela porta e a vi de costas rapidamente. Quando voltei aos meus pensamentos, ela se virou e me disse um oi rápido, um oi pra todo mundo. O dia todo se passou e tudo ficou consequentemente correto e sem graça. A noite, por um milagre, ela voltou para uma segunda chance de raciocínio meu. Fui oficialmente apresentado e eu não sabia se estava mais calmo ou se não entedia mais nada, aquele cheiro doce, docinho, e ela ainda brilhava, usava uns enfeites sei que coisa da minha imaginação não era. Algumas palavras eu falei, mais concordava do que falava. Era tanta gente em cima da menina, mas eu não entendia o seu interesse por mim. Saí do meu lugar estratégico e ela se foi, desapareceu. Outra vez. Se eu já não havia planejado nada antes, agora a minha falência estava decretada. Enterrei-me nas minhas opções e as suportei sem resignação. -O que você está fazendo? E o Céu se abriu. Eu estava miseravelmente perdido no celular quando eu recebi a minha terceira oportunidade. Conversamos meia dúzia de palavras quando ela chegou perto,a ponto de eu enlouquecer e disse: -Você não tem nada mais interessante pra fazer? E eu tinha? O que eu poderia ter feito eu não fiz e bravamente falei a coisa mais absurda que poderia dizer: -Não. Se fosse comigo, se eu fosse ela, dava risada e saía com um andar bem prevalecido ,ou então, se eu tivesse paciência e mais uma vontade gênia, faria o que ela fez: Ela me beijou."
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Ver todas"Utopia em felicidade Mesmo que eu não encontre a felicidade,ainda saberei que ela existe.Deve haver alguém sendo feliz por ai. Essa é a graça e a desgraça da vida,meus caros:acostume-se com a idéia de que a felicidade é só um traje da alegria,ou uma promessa dos planos. O que vivemos é a busca por ela.Vivemos de caças,alvos e "amanhãs". Encontrar a felicidade seria parar de buscá-la,e isso sim não faria sentido algum. Uma boa busca a todos nós!"
"Suscetível Um dia possível e por mãos dadas planejado Era um tempo de se olhar e ter um momento admirado Segundos contados querendo um dia mais lindo Saudade correndo para virar um tempo findo A ansiedade corre gelada pelas mãos, pelas costas E a resistência e a razão saem dizendo que agora estão indispostas O sexto sentido gargalha já se demonstrando acostumado Uma rasteira e agora o plano encontra-se ajoelhado Perfeito momento agora se prostra desesperado Apelo em tez pálida Necessidade agora inválida Borrou os olhos que se enchem de mel A boca cor-de-rosa teimosa encerra o sorriso fiel O relógio em um giro transtornado Lua cheia de um vazio acovardado O doce tornou-se ácido, culpada ansiedade E na noite encerra-se em total incredulidade O Sol que chega manso, pensa que seria terno mostrar Mas interrompe o seu ímpeto quando lhe é lançado o negro olhar A boa vontade, que desencarna na boca em amargo sabor Tempo perdido Perfume deixado “The End” borrado."
"Céu Fugaz Não te ofereço perigo. Onde me colocar, eu fico É bem mais do que um coração disposto Tem lance de prazer mostrando o gosto O toque inebriante da tua bel essência Faz conjunto e sincronia de forma e aparência Misturando fato e sonhos, todos vãos E dias que mostram um Céu encostando em minhas mãos Porém,se algum paraíso há, ele é triste e vazio Tu foi roubado de anjos, renegando a origem de onde teu sorriso fugiu."
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