"SALVA-ME Agora, sou o que fez teu gosto. Vivendo onde não mais estou, resta-me só as sombras, das lembranças, que em miragem toco sem retorno. Me olho assim,e é como se andasse em circulos; infinitos circulos que não te levam de mim. Então almejo, com tão puro desejo, encontrá-lo, pois és fonte na aridez. E aos cantos,aos prantos, rezo que me aceite em teus pensamentos. Onde estiver,me acolha; bem conhece o que preciso. Me faça acreditar no que pra mim não se foi, e abrace-me inocente. Cá,estou criança que se perdeu, num féu de decepção... Não clamarei por nada do que já sei; pois tua presença,mesmo vazia, sacia o que não vem. Cala meu grito: Salva-me desse poema que morre sofrido, e devolva-me vivo, o motivo ao qual te amei."
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Ver todas"Hoje eu acordei tão certa de tudo. Sabe quando você se sente bem? Diferente! Um vestido,um baton,e pronto... Posso hoje enfrentar um mundo. Mas o que eu quero mesmo é aproveitar. Gosto desse momento, em que não tenho medo de me olhar. Estou plena de mim... E quando estou assim, Sou tudo."
"Não me dou mais por certas mudanças. Meus dias tem sido iguais, e é mais um que se vai, sem nenhuma culpa. O mesmo sofá,a mesma música, o mesmo copo,na mesma aspirina. Meio morta,meio viva.... Ficou parado no tempo, os momentos que eu queria agora."
"(...) ELA EMENDAVA PEDACINHOS DE RISOS PRA DORMIR NUM DIA BOM. Tão inusitadamente... Então passei a observar o jeito dela,que se punha ali estática,toda vez que eu me voltava pra janela.Era costume,repartir aos pombos as migalhas do meu café.Toda tarde,via quando ela me seguia, pelo canto dos olhos,atravessar a segunda cortina,fina,do mesmo cômodo e rapidamente mudava alguns passos.Menina estranha - eu dizia. De propósito assustava os bichinhos só pra vê-la com as mãos,esconder um sorriso;acompanhando no céu as aves dançando sobre o mesmo lugar.Ela me trazia uma saudade,e era só isso que me fazia ficar parada, olhando como é grandioso o nada,quando o tudo é o que menos se tem naquela hora.Talvez viesse pra me mostrar algo.Algo a resgatar. O som da minha janela quando se abria,a conduzia de imediato áquele pátio verde-musgo, onde o sol pouco ia; como se eu fosse a melhor parte do seu dia.Me batia um medo as vezes;nunca sabia o que de fato ela queria,porque a menina que falava com o olhar,dava ali teu limite: arredia e encantada,como fada.E foi numa tarde dessas,que pus as mãos sobre o queixo,indagando;invejando teu desleixo,naqueles pezinhos sujos sobre o chinelo inverso.Eu sorria e ela me devolvia com uma doçura jamais sentida.Coube a mim a estupidez quando dei por conta do café na minha mão.Seria o motivo a qual tão esperançosa, se punha em minhas minhas tardes,num tom de florescer?Fiz com as mãos um gesto,oferecendo-a e imediatamente ela correu.Pela primeira vez,se foi antes de mim.E eu diminui,diminui,diminui...ganhei a frieza do chão.Pela janela ainda aberta,respirei um aperto pra dentro,como se tudo em minha volta houvesse sumido naquele momento.Me doeu a razão: a menina não buscava o pão; ela emendava pedacinhos de risos pra dormir num dia bom."
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