"Como suportar, como salvar o visível, senão fazendo dele a linguagem da ausência, do invisível?"
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Ver todas"Minha vida não é essa hora abrupta Em que me vês precipitado. Sou uma árvore ante meu cenário; Não sou senão uma de minhas bocas: Essa, dentre tantas, que será a primeira a fechar-se. Sou o intervalo entre as duas notas Que a muito custo se afinam, Porque a da morte quer ser mais alta… Mas ambas, vibrando na obscura pausa, Reconciliaram-se. E é lindo o cântico. \\\\ As folhas caem como se do alto caíssem, murchas, dos jardins do céu; caem com gestos de quem renuncia. E a terra, só, na noite de cobalto, cai de entre os astros na amplidão vazia. Caimos todos nós. Cai esta mão. Olha em redor: cair é a lei geral. E a terna mão de Alguém colhe, afinal, todas as coisas que caindo vão."
"O Anjo Com um mover da fronte ele descarta tudo o que obriga, tudo o que coarta, pois em seu coração, quando ela o adentra, a eterna Vinda os círculos concentra. O céu com muitas formas Ihe aparece e cada qual demanda: vem, conhece -. Não dês às suas mãos ligeiras nem um só fardo; pois ele, à noite, vem à tua casa conferir teu peso, cheio de ira, e com a mão mais dura, como se fosses sua criatura, te arranca do teu molde com desprezo. (Tradução: Augusto de Campos)"
"Vivo a minha vida em círculos cada vez maiores / que se estendem sobre as coisas. / Talvez não possa acabar o último, / mas quero tentar."
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