"VAMPIRO Tu que, como uma punhalada Invadiste meu coração triste, Tu que, forte como manada De demônios, louca surgiste, Para no espírito humilhado Encontrar o leito ao ascendente, - IInfame a que eu estou atado Tal como o forçado à corrente, Como a seu jogo o jogador, Como à garrafa o beberrão, Como aos vermes a podridão - Maldita sejas, como for! Implorei ao punhal veloz Dar-me a liberdade, um dia, Disse após ao veneno atroz Que me amparasse a covardia. Mas não! O veneno e o punhal Disseram-me de ar zombeiro "Ninguem te livrará afinal De teu maldito cativeiro Ah! imbecil-de teu retiro Se te livrássemos um dia, Teu beijo ressuscitaria O cadaver de teu vampiro!""
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Ver todas"As Flores do Mal - A que está sempre alegre [...] Certa vez, num belo jardim, Ao arrastar minha atonia, Senti, como cruel ironia, O sol erguer-se contra mim; E humilhado pela beleza Da primavera ébria de cor, Ali castiguei numa flor A insolência da Natureza.[...]"
"Há uma terra que se parece contigo, onde tudo é belo, rico, tranquilo e honesto, onde a fantasia ergueu e decorou uma China ocidental, onde a vida é doce de respirar, onde a felicidade se une ao silêncio. É lá que devemos ir viver, é lá que devemos ir morrer! - L'horloge"
"Existem em todo o homem, a todo o momento, duas postulações simultâneas, uma a Deus, outra a Satanás. A invocação a Deus, ou espiritualidade, é um desejo de elevar-se; aquela a Satanás, ou animalidade, é uma alegria de precipitar-se no abismo."
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