"(..) Há quem defina saudade das mais variadas formas. Eu já escrevi algumas vezes sobre isso. Algumas, muitas. A última vez que o fiz chamei-lhe “doença” e “pedi” um analgésico para combatê-las. (...) Todos percebemos de saudades. Mas das nossas. E eu sei das minhas. Aquelas que sinto na pele. E essas não permitem sequer que me distraia. São cortantes, agudas, estridentes. São minhas e como te disse sei sempre de onde vêm. É o tal vazio, uma tal espécie de dor que me faz sentir minúscula, débil. A tal sensação de impotência e fraqueza, por não conseguir refazer instantes ou momentos. E é aí que “peço” o tal analgésico para as saudades. Quando preciso de as acalmar ou minimizar, mas sempre com a perfeita noção de que elas existirão eternamente em mim. E ainda bem que assim é. Quer dizer que já vivi e já senti coisas tão boas, dignas de deixarem as tais saudades. Nunca te disseram que é bem melhor ter saudades do que se viveu… do que daquilo que nunca se teve? Digo-te eu! (...)"
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Ver todas"A paixão é diferente. Arrebata…mas pode ser muito perigosa. Deve ser por isso que sou mais dada a paixões."
"“Os sentimentos são a única coisa da qual não podemos fugir, por isso temos que aprender a viver com eles e o melhor que podemos fazer é desfruta-los, sem culpas, e sem nada que possa magoar-nos. “"
"" Sei que para uma grande parte de pessoas existe um uma espécie de colisão nos seus cérebros quando lêem o que escrevo, ou quando me ouvem a dizer rigorosa e fielmente o que penso. Ficam chocadas por dizer isto ou aquilo, ou por dar a minha opinião sobre determinado tema. Há quem me apelide de insensível, provocadora, má ou cruel. Muitas sentem-se ofendidas e vêem os meus comentários como algo perturbador porque no fundo reconhecem-se quando ataco ou satirizo determinado círculo de pessoas. Elas sabem que fazem parte desse circo onde a franqueza e frontalidade existem, mas apenas em teoria, porque na prática dizem sempre o que os outros querem ouvir nem que para isso tenham que ser aquilo a que eu chamo “vira - casacas”. São nada mais, nada menos do que pessoas sem autonomia mental, com ideias todas em cadeia, administradas e conduzidas entre várias pessoas, e ganham sempre as ideias de quem controla. ""
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