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"Eu não quero lembrar do que eu fui pra você Umas simples distração pra você esquecer Eu não quero lembrar que chegamos ao nosso fim Eu não quero lembrar que eu vou acordar Sabendo que os meus olhos não vão te encontrar Eu não quero lembrar que tudo acabou pra mim Não. Eu não quero lembrar que eu te esqueci Não. Eu não quero lembrar Que alguém que não te quer está ocupando o meu lugar."

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"E hoje ele está tentando implantar Memórias de um passado que não é real Pra amenizar a dor de aceitar Que, tudo que ele fez pra ser alguém normal Não serviu"

"Não leve a mal, se o que eu quero é voltar; O mundo real ainda é meu lugar. Não se vá, não assim, não agora..."

"Quando parece mentira, é porque é verdade. Os filmes, os livros e as músicas são fruto da imaginação humana, retratos de realidades criadas dentro da nossa cabeça, simulações às vezes utópicas da vida 'como deveria ser'. Pensando assim, a gente se acostuma a achar que, para sermos felizes, temos que aceitar essas mentiras e fazê-las verdades genuínas. Os mais sábios, inclusive, dão-se por satisfeitos ao resignarem-se com a idéia de que a ignorância é pré-requisito pra felicidade e que, como 'seres superiores' que são, não se vêem passíveis de serem acometidos por esse sentimento, mesmo sabendo que ele está por aí, em todo lugar. Está nos filmes, nos livros e nas músicas, mas não está dentro de nós. A gente lê e relê mil vezes, assiste, grava e revê, ouve a música em volumes ensurdecedores na vã tentativa de capturar esse sentimento, nem que seja por alguns segundos, nem que seja só um pouquinho. E quando parecemos estar sentindo, nosso mecanismo de auto-defesa programa-se para fazer com que a gente ache que tudo aquilo não passa de um placebo para uma doença da alma. Uma doença sem cura. Aí, há uns 4 ou 5 meses atrás, eu, que sempre fui sábia, cética e conformada com a finitude do amor, com os limites do que se sente e ávida defensora do individualismo, vi tudo mudar perante os meus olhos. E não estava na TV, no papel, nem no meu aparelho de som. E, definitivamente, não é de mentira. Tão verdade é que hoje eu vejo tudo diferente, pois não tenho mais cortinas na frente dos olhos. Hoje eu vejo que os filmes, os livros e as músicas não estão aí por acaso. Eles são manifestações concretas de momentos em que o homem conectou-se com o divino, que paira no ar, mas é invisível aos olhos. São fragmentos de pequenos milagres operados por mãos trêmulas, imperfeitas e pecadoras. São imagens de um destino do qual a gente precisa estar em constante procura, até o fim dos nossos dias. Digo isso porque eu encontrei o meu."

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