"O Mapa Olho o mapa da cidade Como quem examinasse A anatomia de um corpo... (E nem que fosse o meu corpo!) Sinto uma dor infinita Das ruas de Porto Alegre Onde jamais passarei... Há tanta esquina esquisita, Tanta nuança de paredes, Há tanta moça bonita Nas ruas que não andei (E há uma rua encantada Que nem em sonhos sonhei...) Quando eu for, um dia desses, Poeira ou folha levada No vento da madrugada, Serei um pouco do nada Invisível, delicioso Que faz com que o teu ar Pareça mais um olhar, Suave mistério amoroso, Cidade de meu andar (Deste já tão longo andar!) E talvez de meu repouso..."
Voltar para o início
Temas Relacionados
Mais de Mario Quintana
Ver todas"Repara como o poeta humaniza as coisas: dá hesitação às folhas, anseios ao vento. Talvez seja assim que Deus dá alma aos homens."
"Os antigos retratos de parede Não conseguem ficar por longo tempo abstratos. Às vezes os seus olhos te fitam, obstinados. Porque eles nunca se desumanizam de todo. Jamais te voltes para trás de repente: Poderias pegá-los em flagrante. Não, não olhes nunca! O melhor é cantares cantigas loucas e sem fim... Sem fim e sem sentido... Dessas que a gente inventava para enganar a solidão dos caminhos sem lua."
"Quando o silêncio a dois se torna cômodo."
Autores Populares
Em busca de mais sabedoria?



