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"Fomos contagiados por um vendedor de ideias que nos ensinou a não negar o que somos. Antes desse contágo, éramos todos "normais", estávamos todos doentes. Queríamos de alguma forma ser deuses, sem saber que ser deus é andar sobrecarregado, tenso, pesado, com o compromisso neurótico de ser perfeito, de se preocupar com a imagem social, de dar importância vital para a opnião alheia, de se cobrar, se punir, exigir. Perdemos a leveza do ser. Parecíamos zumbis engessados pelos nossos pensamentos estreitos. Fomos educados para trabalhar, crescer, progredir e infelizmente também para ser especialistas em trair a nossa essência no diminuto parêntese do tempo em que existimos. Em que fábrica de loucura vivemos?"

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