"Tudo quanto fazemos, na arte ou na vida, é a cópia imperfeita do que pensamos em fazer. Desdiz não só da perfeição externa, senão da perfeição interna; falha não só à regra do que deveria ser, senão à regra do que julgávamos que poderia ser. Somos ocos não só por dentro, senão também por fora, párias da antecipação e da promessa."
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Ver todas"O Amor Contemplo o lago... Autopsicografia Basta Pensar em Sentir Basta Pensar em Sentir (em gif animado) Cai Chuva do Céu Cinzento Chove (em gif animado) Eu amo tudo o que foi Poemas ao vento Tenho tanto sentimento Teus olhos entristecem Abat-Jour Abdicação Abismo A Grande Esfinge do Egito A Minha Vida é um Barco Abandonado A Morte Chega Cedo Andei Léguas de Sombra Ao Longe, ao Lua Mais Poemas de Fernando Pessoa"
"Eu não escrevo em português. Escrevo eu mesmo."
"XXXIX - O MISTÉRIO DAS COUSAS O mistério das cousas, onde está ele? Onde está ele que não aparece Pelo menos a mostrar-nos que é mistério? Que sabe o rio disso e que sabe a árvore? E eu, que não sou mais do que eles, que sei disso? Sempre que olho para as cousas e penso no que os homens pensam delas, Rio como um regato que soa fresco numa pedra. Porque o único sentido oculto das cousas É elas não terem sentido oculto nenhum, É mais estranho do que todas as estranhezas E do que os sonhos de todos os poetas E os pensamentos de todos os filósofos, Que as cousas sejam realmente o que parecem ser E não haja nada que compreender. Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos: — As cousas não têm significação: têm existência. As cousas são o único sentido oculto das cousas."
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