"Não sou capaz de amar mulher alguma, o amor da humanidade é uma mentira."
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Ver todas"Versos d’um exilado Eu vou partir. Na límpida corrente Rasga o batel o leito d’água fina - Albatroz deslizando mansamente Como se fosse vaporosa Ondina. Exilado de ti, oh! Pátria! Ausente Irei cantar a mágoa peregrina Como canta o pastor a matutina Trova d’amor, à luz do sol nascente! Não mais virei talvez e, lá sozinho, Hei de lembrar-me do meu pátrio ninho, D’onde levo comigo a nostalgia E esta lembrança que hoje me quebranta E que eu levo hoje como a imagem santa Dos sonhos todos que já tive um dia!"
"O meu nirvana No alheamento da obscura forma humana, De que, pensando, me desencarcero, Foi que eu, num grito de emoção, sincero Encontrei, afinal, o meu Nirvana! Nessa manumissão schopenhauereana, Onde a Vida do humano aspeto fero Se desarraiga, eu, feito força, impero Na imanência da Idéia Soberana! Destruída a sensação que oriunda fora Do tato — ínfima antena aferidora Destas tegumentárias mãos plebéias — Gozo o prazer, que os anos não carcomem, De haver trocado a minha forma de homem Pela imortalidade das Idéias!"
"Como ama o homem adúltero, o adultério? E o bêbado a garrafa tóxica de rum?"
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