"Desvendar – te a mulher. Percorro em deslizantes carícias Teu perfil -silhueta, em noite da grande lua Deitados em lençóis de perfeitas ondulações Bordados com brilhos abissais, em cenário de prata. Momento -silêncio de música etérea Escuto o perfeito encanto do teu desejo. É pequeno, suave e tímido, o toque de teus pés Num acolher que me faz sentir que me queres teu. Percorres ainda em pequenos delírios Em desejo ardente de ser mulher Buscando meus segredos desvendar Sem abrir a guarda, de teus contidos recatos. Se refazem sabores dos perdidos inícios Nos lençóis já em dobras menores Onde os corpos já desnudos se bordam entre si Na busca do que se torna apenas outro ensaio. Desejos contidos pelas velhas lembranças, Se revelam num súbito desfazer de algumas carícias E no inquieto e incontido sentir-se mulher Ainda escondes o desvendar – te inteira. Sufocas em beijos teus sussurros de esperado prazer, Que no mais perfeito entrelaçar de nossos corpos, Te retesas e te entregas no mais doce e perfeito delírio, Quando enfim te fazes mulher naquele que é teu homem. Jaak Bosmans 04-06-09"
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""Meus arcos são sempre de dor, nunca de Triunfos.""
"Dia da poesia Que pena Um dia dedicado à poesia. Que se perdeu entre a vaidade De ser poeta. Poesia não há que ter poetas Existe pela forma bela e simples De tudo que é. Poeta morre poesia não. Dia permitido para se ver e escutar Versos que inventamos ser nossos Que se fez antes mesmo de existir Por simples razão de ter sido a primeira Criação. Que pena. Um dia que se esquece a poesia Para o poeta se exaltar em si mesmo Pelos versos que apenas colheu. Ai de mim! Jaak Bosmans 14-03-09"
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