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"AGORA EU SEI Agora eu sei que eu nasci pra você. Agora eu sei não tenho nada a perder. Eu sempre soube, mas não quis admitir. Eu tive medo de outra vez me iludir. Agora eu sei que eu nasci pra te amar. Agora eu sei e quero me entregar. Eu sempre soube, mas preferi duvidar. Eu tive medo, medo de me machucar. Agora eu sei que o nosso amor vai além. Agora eu sei, você sabia também. Não vou deixar ninguém se intrometer. Agora eu sei, esse amor é pra valer."

"PERDOE-ME Perdoe-me por não saber mais de ti. Por não me abrir mais pra ti. Perdoe-me pelas lágrimas que caíram. Pelas palavras que feriram. Perdoe-me pelas noites perdidas. Pelas metas falidas. Perdoe-me pela minha indecisão. Perdoe o meu jovem coração. Que disposto a amar, se entregou a uma paixão. Mas depois percebeu, que era só ilusão. Perdoe-me pelas portas fechadas. Pelas caras amarradas. Pelas mãos atadas. Pelos rios de lágrimas. Perdoe-me por não saber te ouvir. Por não saber falar. Por não saber sentir. Por não saber amar. Encarecidamente, eu lhe peço perdão. Perdoe o meu jovem coração. Perdoe-me pelos planos desfeitos. Por meus inúmeros defeitos. Por meus eufóricos anseios. Por meus contínuos receios. Perdoe a minha ausência. A minha indecência. A minha inconseqüência. A minha impaciência. Perdoe-me pela minha fraqueza. Pela minha incerteza. Pela minha pureza. Pela minha frieza. Perdoe a minha ignorância. A minha intolerância. A minha insignificância. Perdoe a minha infância."

"JUSTIÇA Falar de justiça num país como o Brasil é fácil, já que todos os dias abrimos os jornais, revistas e as janelas da TV, e lá estão, cenas e imagens dignas de julgamento e muitas vezes de condenação. Falar é fácil, no entanto, presenciar um ato como esse é que se torna cada dia mais raro, é como caçar borboletas nas zonas urbanizadas pelos edifícios e suas sombras. Sombras essas, que encobrem a vergonha e a dignidade de um povo subjugado pelo governo ambicioso e indiferente às questões sociais. Não quero com isso lançar toda a culpa de um mundo caótico nas costas dos governantes e líderes (que não deixam de ter suas parcelas de culpa), e sim, levar você a refletir, de alguma forma, e sem intenção de condená-lo, se algum dia deixou de ser justo com alguém que não merecia castigo, ou tornou-se conivente a um erro que trouxe dano a alguém só pra não discordar de um amigo. Quem nunca presenciou um ato de vandalismo, ou uma negligência no trânsito, uma omissão de socorro, ou qualquer outro caso que nos deixa irados como um vulcão em erupção? Quem nunca se sentiu assim, quando se deparou com noticiários do tipo: “Jovens de classe média alta ateiam fogo num mendigo”, ou ainda, “Playboys espancam jovem até morrer após noitada em boate”, ou, “Babá agride criança de 9 meses”, e a mais recente de todas, “Pai e madrasta são acusados pela morte da menina Isabella”? Todos essas tragédias sociais são ocorridas dias após dias, meses após meses, anos após anos. Mudam-se personagens, antagônicos ou não, mudam-se enredos, mudam-se endereços, classes sociais e parentescos, só não muda o juízo. Final este, que já passa da hora da mudança. O povo clama por justiça social, igualdade e fraternidade. Queremos ver os culpados recompensados por seus atos. Queremos um mundo mais harmonioso e pacífico. Mas se queremos paz, a começar por nós. E se amor, amaremos nós. E se perdão, perdoaremos nós. E se justiça, cabe a nós a moderação e a honestidade a fim de obtermos o direito à liberdade tão idealizada. A começar por nós, nos pequenos acontecimentos do dia, a renovação da mente e a oportunidade de fazer alguém feliz. Deixe os influentes engravatados em seus arranha-céus aprisionados, enquanto nós, saímos à busca da borboleta azul, quem sabe entre um prédio e outro não a encontramos."

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