"Conquista circense Entre rugidos e lonas suspensas, lá estava o circo montado. Arrastado pelos ventos contrários aos teus fugazes desejos Persegui-te em saltos mortais nas alturas dos trapézios Contorci-me a caber-me inteiro em teu irrevelável interior Pouca luz, rufar dos tambores, avisam silêncio e suspense Lâmina afiada separou-te em metades que se refizeram em meu inteiro Equilibrei-me com vendas e guarda sol em cordas bambas e monociclos Palhacei-me para os sorrisos ingênuos e puros na criança de todos nós. Expelido entre fumaça saí em tua direção como homem bala sem sabor Caindo sempre em redes tecidas por pescadores de sereias e sonhos Corri ainda no picadeiro de tantas agonias e pesadelos. Onde me equilibrei em cavalgadas aladas entre estrelas e satélites. Em veloz e ruidoso show, repeti sempre o mesmo trajeto Onde a vida só existe como espetáculo, no mesmo globo da morte. Conquistei-te pela mágica do desfilar dos finos lenços multicores Que lançados aos céus, se transformaram em suave e alva paz. Na apertada malha de tantos brilhos esperou-me o cume da pirâmide Onde pousei sob o olhar da tua bela e misteriosa esfinge. Fiz bailar com doçura os elefantes do teu amargo passado E como último e anunciado impossível de todo o espetáculo Enfrentei a fera indomável da tua beleza selvagem Com o requinte que me fez domar-te com carícias e sussurros. Jaak Bosmans"
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Ver todas"Letras em jogo Pegam-se todas elas sem distinção Nem de cores nem valores Algumas sempre vêm repetidas E há curingas misturados. No tabuleiro branco do papel Distribui-se uma a uma sem apostas. No jogo participa apenas nós dois Minha razão e a minha emoção. Às vezes na melhor jogada ganha a razão E sorrindo a emoção mostra o curinga. Confusão final na contagem dos pontos Se a cedilha vale mais que dois esses, Se abajur pode ser em francês E se homem ainda é com H. Na poesia as letras nunca se embaralham, Apenas o poeta se perde no meio delas. E ao final deste jogo tão disputado Poeta vencido... a poesia ganha!!! Jaak Bosmans 5 -04 -09"
""Minha loucura é a sanidade dos sonhadores!""
""Flores" (título bem bobinho mesmo) Gotejei cada pedaço de mim Em refrescar apenas a dor Que a cada momento se desfazia em nuvens No rasgar entre o brilho que me tinham flores Não por razão perdida, louca, ou falta de razão Desci pelas escadas laterais da minha amargura De onde podia gritar o lamento do que não existiu Em jogos de cartas ou dados, sempre perdi meu horizonte Joguei até o último pedaço de mim Refrescando toda a minha dor Que nas flores tinham gotas!"
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