"Não quero os amores mudos, que poupam expressões. Sou adepta dos telefonemas fora de hora com todos ou nenhum motivo pra acontecer, do cuidado cotidiano, do ócio compartilhado, dos beijos, abraços e amassos desavisados, não como selantes de uma briga mas como partes dela, contraditoriamente etapas de um confronto. Afetos e afagos em banco de praça, acampamento no meio da sala, dança improvisada. Declarações imprevisíveis, inéditas, impensáveis até pelo próprio fomentador, traído pelo coração tagarela. Dispenso os que se economizam."
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Ver todas"Apaixonado é mesmo urgente, exigente, isento de razão. Um ser recém contemplado pela inspiração. Com toda a simplicidade e fé de quem aposta em fazer o sentimento crescer, inventará que o pra sempre é pouco. Decretará nova opção. Inventará de amar pra sempre e mais um fim de semana."
""E eis que percebo - quase que como uma obviedade - que muito mais do que me expressar, me aproximar, questionar, protestar ou me libertar, escrever, em si, é a resposta mais imediata do meu coração pra todas as perguntas que eu carrego dentro de mim.""
"O presságio vem com os próximos gestos. Aqueles inesperados e certeiros que nos fazem querer ouvir o mesmo blues pra sempre. Querer assistir "Before Sunset" pra sempre. Desejar beber aquele suco de laranja com morango por todas as manhãs, se preparados por ele, que chegou sorrateiro, ficou sem permissão e entre flores, filmes e pores do sol, sugeriu um futuro bom que você já desacreditava pelo clichê do medo. Até que o coração, companheiro valente ou belo tratante, mostra que não é à toa que é chamado de músculo involuntário - soma-se aqui afobado e inconsequente - e te manda o sinal de que há algo novo causando seus descompassos. E desta vez não tem a ver com bloqueio da válvula mitral, crises de estafa ou de ansiedade. Você se apaixonou novamente."
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