"Sem remédio Aqueles que me têm muito amor Não sabem o que sinto e o que sou Não sabem que passou, um dia, a Dor à minha porta e, nesse dia, entrou. E é desde então que eu sinto este pavor Este frio que anda em mim, e que gelou O que de bom me deu Nosso Senhor! Se eu nem sei por onde ando e aonde vou! Sinto os passos de Dor, essa cadência Que é já tortura infinda, que é demência! Que é já vontade doida de gritar! E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio, A mesma angústia funda, sem remédio, Andando atrás de mim, sem me largar!"
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Ver todas"Perdoo facilmente as ofensas, mas por indiferença e desdém: nada que me vem dos outros me toca profundamente."
"É noite pura e linda. Abro a minha janela E olho suspirando o infinito céu Fico a sonhar de leve em muita coisa bela Fico a pensar em ti e neste amor que é teu! D’olhos fechados sonho. A noite é uma elegia Cantando brandamente um sonho todo d’alma E enquanto a lua branca o linho bom desfia Eu sinto almas passar na noite linda e calma. Lá vem a tua agora. Numa carreira louca Tão perto que passou, tão perto à minha boca Nessa carreira doida, estranha e caprichosa. Que a minh’alma cativa estremece, esvoaça Para seguir a tua, como a folha de rosa Segue a brisa que a beija… e a tua alma passa!"
"Longe de ti são ermos os caminhos."
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