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"Sem remédio Aqueles que me têm muito amor Não sabem o que sinto e o que sou Não sabem que passou, um dia, a Dor à minha porta e, nesse dia, entrou. E é desde então que eu sinto este pavor Este frio que anda em mim, e que gelou O que de bom me deu Nosso Senhor! Se eu nem sei por onde ando e aonde vou! Sinto os passos de Dor, essa cadência Que é já tortura infinda, que é demência! Que é já vontade doida de gritar! E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio, A mesma angústia funda, sem remédio, Andando atrás de mim, sem me largar!"

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