"o sino da minha aldeia O sino da minha aldeia, Dolente na tarde calma, Cada tua badalada Soa dentro de minha alma. E é tão lento o teu soar, Tão como triste da vida, Que já a primeira pancada Tem o som de repetida. Por mais que me tanjas perto Quando passo, sempre errante, És para mim como um sonho. Soas-me na alma distante. A cada pancada tua, Vibrante no céu aberto, Sinto mais longe o passado, Sinto a saudade mais perto."
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Ver todas"Que sonhos?... Eu não sei se sonhei...Que naus partiram, para onde? Tive essa impressão sem nexo porque no quadro fronteiro Naus partem - naus não, barcos, mas as naus estão em mim,"
"Sei que nunca terei o que procuro E que nem sei buscar o que desejo, Mas busco, insciente, no silêncio escuro E pasmo do que sei que não almejo."
"Só de sentir o vento passar, já valeu a pena viver."
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