"Terias razão ,afinal pra não acreditar na grandeza do meu amor, se eu fosse capaz de traduzi-lo em palavras."
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Mais de J. G. de Araújo Jorge
Ver todas"Assim... Assim foi nosso amor... um sonho que viveu de um sonho, e despertou na realidade um dia... Um pouco de quimera ao léu da fantasia... Um flor que brotou e num botão morreu... Embora sendo nosso, este amor foi só meu, porque o teu, não foi mais que pura hipocrisia, - no fundo, há muito tempo, a minha alma sentia este fim que o destino afinal já lhe deu... Não podes, bem o sei - sendo mulher como és, saber quanto sofri, vendo esta flor desfeita e as pétalas no chão, pisadas por teus pés... Que importa ? Hás de sofrer mais tarde - a vida é assim... Esse mesmo sorrir que agora te deleita é o mesmo que depois há de amargar teu fim !... (Coletânea - "Meus Sonetos de Amor " 1ª Edição, 1961)"
"Tu pensas que amas muitas vezes... Engano, puro engano, esse é um estranho milagre do coração humano que custei a entender, e que ainda não compreendes talvez: - Toda vez que se ama é a primeira vez..."
"A BICICLETA Me lembro, me lembro foi depois do jantar, meu avô me chamou, tinha um riso na cara, um riso de festa: - Guilherme, vou tapar seus olhos, venha cá. Os tios, os primos, os irmãos, na grande mesa redonda ficaram rindo baixinho, estou ouvindo, estou ouvindo: - Abre os olhos, Guilherme! Estava na sala de jantar, junto da porta do corredor, como uma santa irradiando, num altar, como uma coroa na cabeça de um rei, a bicicleta novinha, com lanterna, campainha, lustroso selim de couro, tudo. Me lembrei hoje da minha bicicleta quando chegou a minha geladeira. Mas faltou qualquer coisa à minha alegria, talvez a mesa redonda, os tios, os primos rindo baixinho, – abre os olhos, Guilherme! Oh! Faltou qualquer coisa à minha alegria!"
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