"Quem crerá nos meus versos no futuro, Plenos que estão todos de teus altos merecimentos? Apesar de bem o saberem os céus, serem só um túmulo Que oculta mais tua vida, e não revela sequer a metade do que vales. Se transmitir pudesse eu a beleza dos teus olhos, E em números nunca dantes vistos, chegar a enumerar todas as tuas graças, As épocas vindouras diriam por certo, como mente este poeta, Tais coisas celestiais jamais foram propriedades de rostos terrenos Assim os meus papéis, amarelados com o tempo, Seriam muito zombados, como belhos mais cheios de lábia que verdade; E tudo que te é devido, chamado de loucura de poeta, E o metro forçado de algum delírio antigo Mas se algum filho teu viesse então Viverias duas vezes; - tanto nele, quanto nos meus versos."
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Ver todas"Não sei, realmente, porque estou tão triste. Isso me enfara; e a vós também, dissestes. Mas como começou essa tristeza, de que modo a adquiri, como me veio, onde nasceu, de que matéria é feita, ainda estou por saber. E de tal modo obtuso ela me deixa, que mui dificilmente me conheço."
"Em certos momentos, os homens são donos dos seus próprios destinos."
"As palavras sem afeto nunca chegarão aos ouvidos de Deus."
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