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"Quem crerá nos meus versos no futuro, Plenos que estão todos de teus altos merecimentos? Apesar de bem o saberem os céus, serem só um túmulo Que oculta mais tua vida, e não revela sequer a metade do que vales. Se transmitir pudesse eu a beleza dos teus olhos, E em números nunca dantes vistos, chegar a enumerar todas as tuas graças, As épocas vindouras diriam por certo, como mente este poeta, Tais coisas celestiais jamais foram propriedades de rostos terrenos Assim os meus papéis, amarelados com o tempo, Seriam muito zombados, como belhos mais cheios de lábia que verdade; E tudo que te é devido, chamado de loucura de poeta, E o metro forçado de algum delírio antigo Mas se algum filho teu viesse então Viverias duas vezes; - tanto nele, quanto nos meus versos."

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