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"Tens em mãos, a dadiva da vida e no seio o alimento. Amor bendito de Mãe Nova, Nova mãe da Nova Vida. Transpareço o Amor contigo dobro e quase só, você triplica Integra, forte, mulher de pudor e dor. Atenue linha nos envolve,e de dois, somos três. Na barriquinha de nova mãe, há nossa quimica em fusão Entrelaçando nas entranhas do teu amor."

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"A quem ler Vim deixar meus pensamentos. mas, sequer me levam a algum lugar... Descreveria-o, ou descreveria-me, Como se eu estivesse em uma mata fechada, e tudo o mais fosse cheio de névoa. E os galhos baixos, impedissem-me de ir com a visão mais além do que onde vão meus passos. Olho a minha direita, e nada tem, a não ser olhos pequenos vermelhos me observando. A esquerda mais olhos vermelhos me observando. É inacreditavel, como as pessoas que estão em torno não me deixam expandir. Como a vida, cheia de leis, cheia de mandantes, e mandamentos, me segurassem para eu não poder cometer meus erros e acertos. Estou perplexo, em como é que as coisas mal se encaixam E encalacram o direito de "vivencia" do ser humano. Penso em mudar o mundo, sinto que sózinho, jamais poderia. E não vejo forças em ninguem para poder mudar alguma coisa; e sou obrigado a me manter contido, resguardado.. acreditando nessa tal fé, dos cristãos, evangelicos, e Jeova`s. Que nem mesmo eles sabem realmente se essa coisa chamada de fé, é fé mesmo. Estou enclausurado, neste mundo imperfeito repleto de perfeccionistas falastrões. Que se envolvem em nossas vidas, mesmo não querendo, pensando em seus bolsos Em suas barrigas e em suas familias. Mas esquecem-se que são tambem SÃO NOSSOS IRMÃOS."

"Sabe-se bem que sou humilde; Não me visto de luxo, não me calço de mentiras, Não subo o muro de escadas, Não bebo agua filtrada, Não preciso de comida fresca, Sequer ando de carro, Comigo é tudo no popular Quem me leva ao meu destino, (pobre destino) É o expersso canelinha, ou o trem do meu povão. De Guaianazes a Brás, é esta minha vida Paulistana, Que não troco pela vida puritana Como carne aos montes, Bebo vinho de 5° Bato papo com mendigos, Fumo cigarro barato, Tudo isso, não por que amo de paixão minha vida comum. Mas por que, nada me tira o gostinho de ver, Os cidadãos que fazem minha cidade. De sentir os Odores de sua Poluição matinal, De sentir o ventinho do Metro batendo em meu rosto, Enquanto fecho os olhos para poder senti-los. De olhar as moças bonitas em grandes quantidades, e qualidades. De participar da vida das pessoas, como o "homem bonito", o "feio rapaz", O sujo, ou o limpinho que viram hoje. Nada me tira o gostinho de ouvir a avó, no trem falando do neto que nasceu, e é bonito. Da mãe falando da mãe que se recuperou do acidente, ou da doença. Do pai brincando com a filha no colo, com os olhos brilhantes de felicidade... De ver os amigos se sorrindo, num flerte diferente, e interessante. De sentir o ar condicionado do TREM, congelando minhas mãos... De andar pelas ruas de SÃO PAULO, e ver quem são as Impuras, desdonzeladas, mulheres da rua... Que dão os prazeres encubados aos pais de familia, a tantos solteiros, e pessoas não tão comuns... Essas que falo eu, que em muitos casos são o alicerce entre os casais, que ja não dormem juntos mais. Ninguem me impede de viver, sem sentir o cheirinho nos cabelos das mulheres no metro apertadinho. De sorrir e me sentir bem em dar lugar a uma senhora, a um deficiente, ou de pedir as bolsas das moças bonitas até o destino de um dos Dois. E poder olhar admirado para tantas belezas. E de ter minha namoradinha, linda namoradinha. No descanço do meu colo, e seus lindos cabelos tão negros quanto a propria escuridão.. brilhando... escorridos, feito macarrão. O Interessante de tudo isso, não é a vida mesquinha. São os prazer que - a vida mesquinha - nos proporciona nesta cidade esquisita, que é a MINHA CIDADE."

"É incrivel como depois desta noite fria, O dia amanheceu ensolarado. Não como se fosse uma coisa boa para nós... Mas como se fosse uma claridade na escuridão que ficou minha vida. Acredito que um dia ainda iremos nos permitir reecontrar-nos, e viver momentos intensos de pura e limpida amizade. Acredito tambem que meus dias, serão prosperos longe de ti, por que saberei que não estando comigo, estará sempre melhor. Sinto ainda o amor borbulhando aqui dentro... mas é como a agua no fogão... quando apaga, ela esfria. E quando esfriar, quero ve-la tão bem quanto como estavamos indo. Quero ver seu sorriso, raiando como este dia de sol no Inverno. Poder sentir vc proxima a mim, sem precisar de você estar ao meu lado. Deixo mais uma carta de amor."

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