"Piorar o que já está ruim, é muito fácil. Difícil é melhorar o que já está bom. Mas devemos tentar. Sempre!"
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Ver todas"Mundo Distante Existe um dado momento da vida, Ao vislumbrarmos as marcas na estrada; Que lamentamos as chances perdidas, Nesse momento; lamentos são nada. A impressão de que pouco vivemos, Mesmo com tanta batalha travada, Não conformamos com tudo que temos Dessa existência, ociosa jornada. Nos recordamos dos anos passados, Todos nós temos o que recordar; E esse alento nos deixa animados Na ilusão de algum dia voltar. Mas a ilusão necessita de adeus, Já que o passado virou só lembrança; E os sonhos lindos que foram tãos meus, Inda recusam a perder a esperança. Talvez até seja a grande esperança, Que nos motiva a viver nesse instante, Nos dando o dom, tão sutil na criança, De acreditar noutro mundo distante..."
"Ao jovem, cabe projetar perspectivas positivas, esperanças e sonhos para o futuro. Ao idoso, resta recordar. Viver do passado, das lembranças, das conquistas e derrotas. Sonhar é preciso, mas como a realidade nem sempre é otimista, ele é levado a sonhar, pelo menos, com uma boa morte..."
"I R O N I A conto Geane era uma linda universitária, dezoito anos, filha de um bem-sucedido empresário da cidade do Rio de Janeiro. Cursava psicologia em uma conceituada universidade e divertia-se em analisar o comportamento das pessoas, esnobando-as, na medida do possível. Tinha várias amigas e sobressaia-se às mesmas, não só pela sua indiscutível beleza, mas sobretudo pela espontaneidade e simpatia. Com esses atributos, não seria difícil imaginar sua facilidade em conseguir admiradores e eventuais namorados. Gostava, principalmente, de brincar com o sentimento dos rapazes. Seduzia-os e, pouco tempo depois, dispensava-os com a maior naturalidade. Naquela tarde ensolarada, no Leblon, Geane conhecera um belo rapaz. Diferente dos demais, que a lisonjeavam em excesso, despertando lhe rapidamente o desinterêsse; Roberto era sério, falava pouco, e não manifestava qualquer interesse por futilidades. Dentro de poucos dias, após alguns encontros e telefonemas, começaram a namorar. Mesmo estando entusiasmada com Roberto, Geane não perdera sua obsessão por sentir-se dona da situação, e insinuou que gostaria de ir com ele a um Motel. Escolheram um Motel de luxo. Cada um foi em seu carro. Entre carícias e beijos, Roberto insistia no uso de preservativo, justificando ser mais seguro para ambos, ao que ela retrucava: ---- Eu confio em você! Não precisa usar preservativo. Se você insistir nisso, vou pensar que não confia em mim. ---- Eu insisto, por ser mais seguro, Geane. Você é uma garota inteligente, deveria saber disso... ---- Com preservativo, não quero! Retorquiu Geane. Depois de tanta insistência e já completamente excitado, Roberto cedeu. Após exaustiva noite de amor, ambos adormeceram. No outro dia, ao acordar, Roberto viu-se sozinho na cama. Levantou-se, vestiu-se e, ainda sem entender direito o que havia acontecido, foi até o banheiro. Foi grande sua surpresa ao olhar para o espelho e ver escrito com batom: "ESTOU COM AIDS, ROBERTO! ATÉ NUNCA MAIS! " Roberto interfonou a portaria, pediu a conta, e soube pela recepção, que esta já havia sido paga pela garota. Ele entrou em seu carro, e foi-se embora. No dia seguinte, Geane contou a todas as amigas o que fizera, vangloriando-se, por ter feito mais um rapaz de idiota. Vários dias passaram-se e Roberto não mais foi visto por ninguém. Geane, que até então se divertira com o desaparecimento do rapaz, passou a sentir-se preocupada com sua prolongada ausência. Resolveu, então, telefonar-lhe. Uma tia de Roberto atendeu ao telefone. ---- Alô! Aqui é a Geane. Gostaria de falar com o Roberto. Ele está ? ---- Sinto muito mas você não o encontrará mais. ---- Mas por que ? Ele viajou ? Será que está com raiva de mim ? ---- Roberto morreu ontem ! Suicidou-se ! Completamente estarrecida, Geane perguntou: ---- Mas por que ele fez isso ? Ele tinha algum problema ? Deixou uma carta ? ---- Sim ! Ele havia contraido AIDS há mais ou menos um ano, e deixou uma carta dizendo que já não suportava mais enfrentar a luta contra essa terrível doença, pobre rapaz..."
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