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"Apresentação Aqui está minha vida - esta areia tão clara com desenhos de andar dedicados ao vento. Aqui está minha voz - esta concha vazia, sombra de som curtindo o seu próprio lamento. Aqui está minha dor - este coral quebrado, sobrevivendo ao seu patético momento. Aqui está minha herança - este mar solitário, que de um lado era amor e, do outro, esquecimento."

"Eu sou essa pessoa a quem o vento chama, a que não se recusa a esse final convite, em máquinas de adeus,sem tentação de volta. Todo horizonte é um vasto sopro de incerteza: Eu sou essa pessoa a quem o vento leva: já de horizontes libertada,mas sozinha. Se a Beleza sonhada é maior que a vivente, dizei-me: não quereis ou não sabeis ser sonho ? Eu sou essa pessoa a quem o vento rasga. Pelos mundos do vento em meus cílios guardadas vão as medidas que separam os abraços. Eu sou essa pessoa a quem o vento ensina: Agora és livre,se ainda recordas (Solombra, p. 794)"

"BERCEUSE PARA QUEM MORRE Dorme... Dorme... Rolam pelas vertentes das montanhas, as estrelas cadentes... Meu amor, a noite mansa dança,dança no silêncio do Jardim... Lento, um cipreste balança... Tu, descansa, meu amor, perto de mim... Dorme, dorme como as rosas noturnas, quando há trevas perigosas de furnas... Meu amor, não se descreve esta neve que dos céus descendo vem... É um beijo breve... O mais breve... O mais leve... Que não se deu em ninguém... Dorme... O luar se espalha triste na altura... Quem sabe, é, tudo que existe, loucura?"

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